Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal), recentemente enfatizou a importância de um reforço adicional na dotação destinada ao investimento no Plano Estratégico Plurianual de Apoio ao Cooperativismo (PEPAC). Serra alertou que sem esse reforço, corremos o risco de hipotecar a inovação, modernização e competitividade do setor agroalimentar, além de abandonar aqueles que desejam investir no futuro deste setor.
O PEPAC, criado em 2014, tem como objetivo apoiar o desenvolvimento e a sustentabilidade das cooperativas agrícolas em Portugal. O programa tem sido fundamental para impulsionar o setor agroalimentar, promovendo o crescimento e a competitividade das cooperativas agrícolas. No entanto, o Secretário-Geral da CONFAGRI alertou que, sem um reforço adicional na dotação do PEPAC, o setor pode sofrer um retrocesso significativo.
Serra ressaltou que o setor agroalimentar é um dos mais importantes para a economia portuguesa, representando cerca de 3% do PIB nacional. Além disso, é responsável por empregar cerca de 10% da população ativa do país. Esses números comprovam a relevância do setor e a necessidade de investimentos contínuos para garantir seu crescimento e sustentabilidade.
O Secretário-Geral da CONFAGRI também destacou que o setor agroalimentar tem sido um dos mais resilientes durante a atual crise pandêmica. Enquanto outros setores da economia sofreram grandes impactos, o setor agroalimentar manteve-se estável, garantindo o abastecimento de alimentos e a segurança alimentar da população portuguesa. Isso demonstra a importância estratégica do setor e a necessidade de investimentos que garantam sua continuidade e crescimento.
No entanto, para que o setor agroalimentar continue a desempenhar esse papel fundamental na economia e na sociedade portuguesa, é necessário um investimento contínuo em inovação e modernização. E é exatamente isso que o PEPAC proporciona às cooperativas agrícolas. O programa oferece apoio financeiro para aquisição de equipamentos, tecnologia e infraestrutura, além de promover a formação e capacitação dos cooperativistas.
Serra ressaltou que, sem um reforço adicional na dotação do PEPAC, muitas cooperativas agrícolas podem ficar impossibilitadas de realizar investimentos necessários para sua modernização e competitividade. Isso pode afetar diretamente a qualidade e a produtividade do setor, comprometendo sua capacidade de atender às demandas do mercado nacional e internacional.
É importante destacar que o setor agroalimentar português tem grande potencial de crescimento e exportação. Com a crescente demanda por alimentos saudáveis e sustentáveis, Portugal pode se destacar como um importante fornecedor para o mercado global. No entanto, para que isso se torne uma realidade, é fundamental que as cooperativas agrícolas tenham condições de investir em tecnologia e inovação, garantindo a qualidade e a competitividade de seus produtos.
Portanto, é urgente que o governo português reforce a dotação destinada ao investimento no PEPAC. Isso não só garantirá a continuidade do desenvolvimento do setor agroalimentar, mas também reafirmará o compromisso do país com a agricultura sustentável e a segurança alimentar. Além disso, esse investimento terá um impacto positivo na economia, gerando empregos e impulsionando




