A União Europeia (UE) é conhecida por suas políticas ambientais rigorosas e compromisso com a proteção da saúde humana e do meio ambiente. Recentemente, a UE chegou a um acordo provisório para revisar o regulamento sobre detergentes, que visa melhorar as medidas anteriores. No entanto, a organização ambientalista ECOS alertou que o acordo ainda falha em abordar as substâncias mais prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Vamos entender melhor sobre essa questão e o que significa para a UE e seus cidadãos.
O regulamento sobre detergentes foi introduzido pela primeira vez em 2004 e estabelece regras para a rotulagem, composição e embalagem de detergentes utilizados em produtos de limpeza doméstica e industrial. O objetivo é garantir que esses produtos sejam seguros para os consumidores e o meio ambiente. No entanto, com o passar dos anos, novas evidências científicas surgiram, mostrando que algumas substâncias presentes em detergentes podem ser prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Por isso, a UE decidiu revisar o regulamento e chegar a um acordo provisório que inclui algumas melhorias significativas. Uma delas é a proibição do uso de microplásticos em detergentes até 2023. Essas pequenas partículas de plástico são frequentemente encontradas em produtos de limpeza e podem causar danos aos ecossistemas aquáticos e à vida marinha. Além disso, o acordo também prevê a redução do uso de fosfatos, que são conhecidos por causar eutrofização em corpos d’água, levando à morte de peixes e outras formas de vida aquática.
No entanto, a ECOS alerta que o acordo ainda falha em abordar outras substâncias preocupantes, como os ftalatos e os alquilfenóis etoxilados (APEs). Os ftalatos são usados como fragrâncias em detergentes e podem ser prejudiciais à saúde, especialmente para mulheres grávidas e crianças. Já os APEs são usados como surfactantes, mas podem ser tóxicos para a vida aquática e se acumulam no meio ambiente.
A ECOS também destaca que o acordo não inclui medidas para reduzir o uso de substâncias químicas perigosas em detergentes, como os disruptores endócrinos. Essas substâncias podem interferir no sistema hormonal e causar problemas de saúde, como infertilidade, câncer e distúrbios do desenvolvimento.
Além disso, a organização ambientalista também critica o fato de que o acordo não exige que os fabricantes divulguem a lista completa de ingredientes em seus produtos. Isso dificulta para os consumidores fazerem escolhas informadas e pode ser prejudicial para aqueles que têm alergias ou sensibilidades a certas substâncias.
Apesar dessas falhas, o acordo provisório ainda é um passo importante na direção certa. A UE está mostrando seu compromisso em proteger a saúde e o meio ambiente, e isso é louvável. No entanto, é necessário que a UE e seus Estados-membros continuem trabalhando para melhorar ainda mais o regulamento sobre detergentes e abordar as preocupações levantadas pela ECOS.
Além disso, é importante que os consumidores também façam sua parte. Ao escolher produtos de limpeza, é essencial ler os rótulos e optar por aqueles que são mais seguros para a saúde e o meio ambiente. Além disso, é importante reduzir o uso de produtos químicos em nossas casas e optar por alternativas mais naturais e sustentáveis.
Em resumo, o acordo provisório da UE para revisar o regulamento sobre detergentes é um passo importante, mas ainda há muito a ser feito. É necessário que a UE





