O Governo Português tem acompanhado atentamente os recentes desenvolvimentos relacionados ao orçamento da União Europeia (UE) a longo prazo. Esta proposta, apresentada pela Comissão Europeia, tem causado alguma preocupação em diversos países membros, mas Portugal mantém-se confiante e empenhado em defender os interesses do país.
A proposta de orçamento da UE a longo prazo para o período 2021-2027 tem sido alvo de debate e discussão entre os Estados membros, com opiniões divergentes sobre a sua distribuição e alocação de fundos. Por isso, o Governo Português considera que esta é apenas uma primeira proposta e que ainda há muito a ser discutido e negociado.
No entanto, o Executivo garantiu que Portugal irá bater-se com todas as suas forças para evitar cortes nos fundos de coesão. O país tem sido um dos principais beneficiários dos fundos estruturais da UE, que visam promover a convergência económica e social entre os Estados membros. E isto tem sido especialmente importante para Portugal, ajudando a alavancar o desenvolvimento em diversas áreas, como infraestruturas, educação, emprego e inovação.
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Portugal está a trabalhar em conjunto com outros países no sentido de defender um orçamento europeu ambicioso, que esteja alinhado com as necessidades e prioridades dos Estados membros. Isto inclui uma forte ênfase na coesão e, consequentemente, garantir que os fundos destinados a esta área não sofram cortes significativos.
É importante destacar que os fundos de coesão têm sido fundamentais para Portugal nos últimos anos, especialmente no período pós-crise financeira de 2008. Além disso, o país tem apresentado resultados positivos e tem cumprido os objetivos e metas definidos pela UE, o que demonstra a eficiência dos investimentos realizados.
Portugal tem conseguido, com a ajuda dos fundos europeus, melhorar indicadores económicos e sociais, como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a redução do desemprego e a diminuição das desigualdades regionais. Estes resultados refletem o bom uso dos fundos por parte do Governo Português, que tem sido eficiente e responsável na sua gestão.
Por isso, é importante continuar a defender a manutenção dos fundos de coesão e também garantir que estes sejam distribuídos de forma adequada e justa entre os Estados membros. É necessário também continuar a implementar políticas e medidas que promovam o crescimento e a convergência, bem como a criação de emprego e o aumento da competitividade.
O Governo Português está ciente dos desafios que se avizinham nas negociações deste orçamento a longo prazo, mas está confiante e determinado em lutar pelos interesses nacionais e pelos interesses comuns da UE. Portugal é um país solidário e comprometido com a construção europeia, e por isso continuará a trabalhar em conjunto com os seus parceiros para alcançar um acordo justo e equilibrado.
Em suma, a proposta de orçamento da UE a longo prazo é apenas um ponto de partida e ainda serão necessárias muitas discussões e negociações até que se chegue a um acordo final. O Governo Português manterá uma postura positiva e construtiva, visando garantir que os fundos de coesão continuem a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do país e na promoção da harmonia e solidariedade europeia.





