No dia 3 de setembro, a China comemorou o Dia da Vitória, que marca o fim da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos Aliados sobre as forças do Eixo. Este ano, a celebração foi ainda mais significativa, pois marcou o 75º aniversário do evento histórico. No entanto, além de ser uma data de comemoração, o Dia da Vitória também foi usado pela China como uma oportunidade para enviar uma mensagem clara ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao Ocidente como um todo: a China está pronta para forjar uma nova ordem mundial e contestar o domínio americano.
A cerimônia de comemoração em Pequim foi grandiosa e impressionante, com desfiles militares, apresentações de tecnologia avançada e discursos patrióticos. O presidente chinês, Xi Jinping, liderou a celebração e fez um discurso enfático, enfatizando a importância da vitória na guerra e a determinação da China em defender a paz e a justiça no mundo. No entanto, além desses aspectos tradicionais, a cerimônia também teve um significado político mais profundo.
Ao longo dos últimos anos, a China tem se esforçado para aumentar sua influência global e desafiar o domínio dos Estados Unidos. A ascensão econômica e militar do país tem sido vista com preocupação pelo Ocidente, especialmente pelos Estados Unidos, que temem perder sua posição de superpotência. No entanto, a China tem sido cada vez mais assertiva em suas ações e discursos, mostrando que não está disposta a ser subjugada pelo Ocidente.
O Dia da Vitória foi uma oportunidade perfeita para a China mostrar sua força e determinação. O desfile militar foi um verdadeiro espetáculo, com mais de 15.000 soldados, 160 aeronaves e 580 peças de equipamento militar em exibição. Além disso, a China também apresentou sua tecnologia avançada, incluindo drones, mísseis e sistemas de defesa aérea. Tudo isso foi uma demonstração clara de que a China está pronta para enfrentar qualquer ameaça e defender seus interesses.
No entanto, além da demonstração de força, a China também usou o Dia da Vitória para enviar uma mensagem política. O presidente Xi Jinping fez um discurso enfático, no qual enfatizou a importância da cooperação internacional e da construção de uma comunidade com um futuro compartilhado. Ele também destacou o papel da China na luta contra o fascismo durante a Segunda Guerra Mundial e sua contribuição para a paz e o desenvolvimento global desde então.
Ao mesmo tempo, o discurso de Xi também foi uma crítica velada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua política externa agressiva. Xi enfatizou que a China se opõe a qualquer forma de hegemonia e que está comprometida com o multilateralismo e o respeito à soberania dos países. Essas declarações foram claramente direcionadas aos Estados Unidos, que têm sido acusados de tentar impor sua vontade sobre outros países e de violar a soberania de nações como a China.
Além disso, a China também aproveitou a oportunidade para mostrar sua solidariedade com outros países, especialmente aqueles que têm sido alvo de pressão e sanções dos Estados Unidos. O presidente Xi se encontrou com líderes de países como Rússia, Coreia do Norte e Venezuela, reforçando os laços e enviando uma mensagem de que a China está disposta a apoiar seus aliados.
Em resumo, o Dia da Vitória foi uma demonstração clara de que a China está pronta para forjar uma nova ordem mundial e contestar o domínio americano. Através de sua demonstração de força e de seu discurso político, a China enviou uma





