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Dólar a R$ 5: para economista do Bradesco, moeda americana pode chegar a R$ 4,90

em Habitação
Tempo de leitura: 3 mins read

Nos últimos meses, temos acompanhado uma grande volatilidade no mercado cambial brasileiro. O dólar, moeda americana, tem apresentado uma forte valorização em relação ao real, chegando a atingir a marca histórica de R$ 5. Essa situação tem gerado preocupação e incertezas para os investidores e para a população em geral.

Mas afinal, por que o dólar está tão alto? E o que podemos esperar para o futuro dessa moeda tão importante para a economia mundial? Para responder a essas perguntas, conversamos com Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco, que nos trouxe uma perspectiva otimista e esclarecedora sobre o assunto.

Segundo Barbosa, se o real estivesse acompanhando de perto o que está acontecendo com o dólar no mundo, a moeda americana deveria estar cotada em torno de R$ 4,60. Isso significa que, apesar da alta recente, ainda existe uma defasagem em relação ao valor real do dólar. Mas por que isso acontece?

Uma das principais razões para a valorização do dólar é a instabilidade política e econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos. A crise política, a falta de confiança dos investidores e a baixa perspectiva de crescimento econômico são fatores que contribuem para a desvalorização do real em relação ao dólar.

Além disso, a pandemia do coronavírus também tem impactado fortemente o mercado cambial. Com a queda na atividade econômica e a fuga de investidores para ativos mais seguros, como o dólar, a moeda americana tem se fortalecido em relação às demais moedas do mundo.

No entanto, Barbosa acredita que essa situação não deve se manter por muito tempo. Ele afirma que, com a melhora da economia global e a retomada da atividade econômica no Brasil, é esperado que o real se valorize em relação ao dólar nos próximos meses.

O economista também destaca que a política monetária do Banco Central tem sido eficiente em controlar a inflação e manter a estabilidade cambial. A taxa básica de juros (Selic) está em seu menor patamar histórico, o que torna os investimentos em real mais atrativos para os estrangeiros.

Com isso, Barbosa acredita que o dólar deve se estabilizar em torno de R$ 4,90 nos próximos meses, o que ainda representa uma valorização em relação ao patamar pré-pandemia, mas em um nível mais sustentável e próximo ao valor real da moeda.

Para os investidores, essa perspectiva é positiva, pois indica que o real pode se valorizar em relação ao dólar, o que pode trazer ganhos para quem possui investimentos em moeda estrangeira. Além disso, uma moeda mais estável e forte é importante para a economia do país, pois reduz a incerteza e atrai mais investimentos estrangeiros.

No entanto, é importante lembrar que o mercado cambial é volátil e imprevisível, e que é necessário estar atento às mudanças e às oportunidades que podem surgir. Diversificar os investimentos e buscar orientação de profissionais especializados são medidas importantes para lidar com a oscilação do dólar e aproveitar as melhores oportunidades.

Em resumo, a alta do dólar em relação ao real é reflexo de diversos fatores, mas acredita-se que essa situação não deve se manter por muito tempo. Com a melhora da economia e a estabilização política, é esperado que o real se valorize em relação ao dólar nos próximos meses. Para os investidores, é importante manter a calma e estar atento às oportunidades que podem surgir nesse cenário. Afinal, o mercado cambial é apenas mais um dos muitos desafios que enfrent

Tags: Prime Plus

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