Será crucial ver no Orçamento do Estado de 2026 se a nova agência resultante da fusão entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional de Inovação (ANI) herdará os orçamentos dessas entidades de forma simplesmente aditiva, ou se haverá um aumento significativo no financiamento. A fusão, por si só, não resolverá a falta de recursos para a ciência e tecnologia em Portugal.
A notícia da fusão entre a FCT e a ANI foi recebida com entusiasmo pela comunidade científica e empresarial portuguesa. A expectativa é que essa união traga mais eficiência e sinergia na promoção da investigação científica e da inovação no país. No entanto, é preciso estar atento ao orçamento que será destinado à nova agência, pois sem recursos adequados, a fusão pode não trazer os resultados esperados.
A FCT é responsável por financiar a investigação científica em Portugal, enquanto a ANI tem como objetivo promover a inovação e o empreendedorismo. Ambas as entidades desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do país, mas enfrentam desafios semelhantes, como a falta de financiamento adequado. Com a fusão, espera-se que haja uma maior coordenação e otimização dos recursos, mas é preciso garantir que esses recursos sejam suficientes para impulsionar a ciência e a inovação em Portugal.
Atualmente, o investimento em ciência e tecnologia em Portugal é baixo em comparação com outros países europeus. Segundo dados da Eurostat, em 2019, Portugal destinou apenas 1,33% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para pesquisa e desenvolvimento, enquanto a média da União Europeia foi de 2,19%. Além disso, o investimento público em ciência e tecnologia tem diminuído nos últimos anos, o que tem impactado negativamente a capacidade de Portugal de competir no cenário internacional.
Com a fusão entre a FCT e a ANI, espera-se que haja uma maior articulação entre a investigação científica e a inovação, o que pode trazer benefícios para a economia do país. No entanto, é preciso garantir que essa união não resulte em cortes orçamentários e que haja um aumento significativo no financiamento para a nova agência. Caso contrário, a fusão pode ser apenas uma mudança de nome, sem trazer melhorias concretas para a ciência e tecnologia em Portugal.
É importante ressaltar que a ciência e a inovação são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país. Além de gerar conhecimento e avanços tecnológicos, essas áreas também contribuem para o crescimento econômico e a criação de empregos qualificados. Portanto, é essencial que o governo português reconheça a importância de investir em ciência e tecnologia e destine recursos adequados para a nova agência resultante da fusão entre a FCT e a ANI.
Outro ponto a ser considerado é a distribuição dos recursos entre as diferentes áreas de atuação da nova agência. É preciso garantir que haja um equilíbrio entre o financiamento da investigação científica básica e aplicada, bem como da inovação em diferentes setores da economia. Além disso, é necessário que haja transparência na distribuição dos recursos e que os critérios de seleção sejam claros e justos.
É importante lembrar que a ciência e a inovação são processos de longo prazo e que os resultados não são imediatos. Portanto, é preciso ter paciência e perseverança para colher os frutos desses investimentos no futuro. No entanto, é fundamental que o governo tenha uma visão de longo pr




