A economia brasileira tem passado por um período de instabilidade e incertezas, com uma recessão que durou mais de dois anos e uma recuperação lenta e gradual. Nesse contexto, a política monetária tem sido uma importante ferramenta para tentar estimular o crescimento e controlar a inflação. No entanto, nos últimos meses, tem sido observado que a redução da taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano, não tem gerado o efeito esperado. Segundo o banco Inter, essa perda de eficiência da política monetária está diretamente relacionada à política fiscal e à falta de confiança na meta de inflação.
A política monetária é um dos instrumentos utilizados pelo governo para controlar a inflação e estimular o crescimento econômico. Através da taxa básica de juros, o Banco Central pode influenciar a oferta de crédito e, consequentemente, o consumo e o investimento. Quando a inflação está alta, o BC aumenta a Selic, o que encarece o crédito e desestimula o consumo e o investimento. Por outro lado, quando a inflação está baixa, o BC pode reduzir a Selic, tornando o crédito mais acessível e estimulando a economia.
No entanto, nos últimos meses, mesmo com a Selic em seu menor patamar histórico, a economia brasileira não tem apresentado a reação esperada. A taxa de juros de 15% ao ano, que antes seria considerada baixa, agora parece não ser suficiente para estimular o crescimento econômico. Isso tem preocupado os economistas e levantado questionamentos sobre a eficácia da política monetária.
Segundo o banco Inter, essa perda de eficiência da política monetária está relacionada à política fiscal. A política fiscal é o conjunto de medidas adotadas pelo governo para arrecadar e gastar recursos. Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um grande desequilíbrio nas contas públicas, com gastos maiores do que a arrecadação. Esse cenário cria uma incerteza em relação à sustentabilidade das contas públicas, o que acaba afetando a confiança dos investidores e empresários.
Com a falta de confiança na economia brasileira, os investidores se tornam mais cautelosos e preferem investir em outros países, onde enxergam um ambiente mais estável e seguro. Isso acaba limitando o potencial de crescimento da economia brasileira. Além disso, a incerteza em relação às contas públicas também afeta a confiança dos consumidores, que tendem a reduzir seus gastos e poupar mais, o que também pode impactar o crescimento econômico.
Outro fator que contribui para a perda de eficiência da política monetária é a falta de confiança na meta de inflação. A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem como objetivo manter a inflação dentro de um limite considerado aceitável. No Brasil, a meta de inflação é de 4,25% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. No entanto, nos últimos anos, a inflação tem se mantido acima da meta, o que acaba gerando incertezas em relação ao controle da inflação.
Com a falta de confiança na meta de inflação, os agentes econômicos passam a esperar uma inflação maior no futuro, o que pode levar a um aumento nos preços e, consequentemente, na inflação. Isso acaba limitando a capacidade do BC de reduzir ainda mais a Selic, já que isso poderia gerar um aumento ainda maior nos preços.
Diante desse cenário, o banco Inter conclui que a política monetária não está gerando o efeito esperado devido à falta de confian





