Esta quinta-feira, o Governo apresentou o seu plano de recuperação económica, denominado Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O documento foi recebido com otimismo por muitos setores da sociedade, incluindo o Ministro das Finanças, João Leão, e o ex-ministro das Finanças, Jorge Braga de Macedo, ambos em declarações à Renascença.
João Leão, que liderou a elaboração do PRR, destacou que este é um documento historicamente importante, uma vez que visa a recuperação após uma crise sem precedentes. O ministro sublinhou que o PRR foi construído com base nos princípios da solidariedade, coesão e sustentabilidade, e tem como objetivo principal criar emprego e promover o crescimento económico.
De acordo com João Leão, o PRR tem três grandes objetivos estratégicos: resiliência, transição climática e transição digital. O ministro explicou que a resiliência refere-se à capacidade de resistir a choques externos e garantir a estabilidade económica e social do país. Já a transição climática tem como objetivo promover a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e investindo em energias limpas. Por fim, a transição digital visa impulsionar a modernização e competitividade do país, através da digitalização da economia e da sociedade.
O PRR terá um investimento total de 16,6 mil milhões de euros, sendo que 13,9 mil milhões serão provenientes do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR) da União Europeia e o restante será financiado pelo Orçamento do Estado. João Leão destacou que o objetivo é dar uma resposta forte e rápida aos desafios que o país enfrenta, com um investimento ambicioso e estratégico que permitirá uma recuperação mais robusta e sustentável.
Jorge Braga de Macedo também aplaudiu o documento e afirmou que este é um plano bem estruturado e alinhado com as prioridades europeias. O ex-ministro das Finanças referiu ainda a importância de uma gestão adequada dos fundos europeus para que os investimentos sejam bem aplicados e o retorno seja maximizado. Também alertou para a necessidade de uma implementação eficiente das medidas, evitando a burocracia e atrasos.
O PRR tem 36 reformas e 77 investimentos previstos, que serão distribuídos ao longo de seis anos. Entre as reformas, destacam-se a simplificação administrativa, a reforma da justiça, a reforma do sistema de proteção social e a reforma do sistema universitário e científico. Já os investimentos incluem áreas como a habitação, a cultura, a saúde, a educação e a transição energética.
Os setores do turismo, comércio e indústria serão os principais beneficiados com o plano de recuperação, uma vez que foram os mais afetados pela pandemia da COVID-19. O objetivo é criar um ambiente favorável à retoma da atividade económica e ao aumento da competitividade nestes setores.
Outro ponto importante destacado por João Leão e Jorge Braga de Macedo é a importância da coordenação entre os vários parceiros no processo de implementação do PRR. O sucesso do plano dependerá, em grande parte, da colaboração entre o Governo, as empresas, as instituições de ensino e a sociedade civil.
É importante também salientar que o PRR não se limita a uma resposta à crise atual, mas sim a um plano de desenvolvimento a longo prazo. O objetivo é construir um país mais resiliente, mais verde e mais digital, capaz de enfrentar eventuais futuras crises.
Em resumo, o Plano de Recuperação e Resiliência apresent





