Neste ano de 2021, o Prêmio Nobel de Economia foi concedido a três pesquisadores: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt. Eles foram reconhecidos por suas contribuições para a compreensão de como o avanço tecnológico impulsiona o desenvolvimento das nações. Suas teorias se tornaram fundamentais para explicar como as economias crescem e progridem.
Para entender melhor a importância do trabalho desses três economistas, é preciso primeiro compreender o contexto em que eles atuam. Desde a Revolução Industrial, a tecnologia tem sido um fator determinante para o crescimento econômico. Com o desenvolvimento de novas máquinas e técnicas de produção, a produtividade aumentou e assim surgiu um ciclo virtuoso de crescimento e prosperidade.
No entanto, a questão que Mokyr, Aghion e Howitt se propuseram a responder é: por que algumas nações se desenvolvem mais rapidamente do que outras? O que faz com que certos países sejam mais inovadores e criativos do que outros? E, principalmente, como essas economias conseguem manter seu crescimento a longo prazo?
A resposta para essas perguntas, de acordo com os laureados, está nas redes e nas tarifas. Mas o que isso significa exatamente? Em linhas gerais, eles defendem que a inovação tecnológica é impulsionada por redes de colaboração entre empresas, universidades e governo. Essas redes permitem a troca de conhecimento, recursos e ideias, criando um ambiente propício para o surgimento de novas tecnologias e negócios.
Além disso, os pesquisadores destacam a importância de políticas tarifárias equilibradas para o desenvolvimento econômico. Isso significa que é preciso encontrar um equilíbrio entre proteger a indústria nacional e permitir a entrada de produtos e tecnologias estrangeiras. Tarifas muito altas podem prejudicar a competitividade e a inovação, enquanto tarifas muito baixas podem levar a uma desindustrialização e dependência externa.
Essa teoria tem sido amplamente debatida entre os economistas e acadêmicos. Alguns argumentam que o papel das redes é superestimado, pois a inovação também pode surgir de forma individual em pequenas empresas ou até mesmo em garagens. Outros questionam se as tarifas realmente são tão decisivas para o desenvolvimento econômico, uma vez que existem países que se desenvolveram sem o uso desse instrumento.
No entanto, independentemente das controvérsias em torno da teoria, não se pode negar a importância do trabalho desses três pesquisadores. Suas contribuições têm sido fundamentais para a compreensão de como a tecnologia é um fator crucial para o crescimento econômico e para a criação de riqueza.
Joel Mokyr, um historiador econômico nascido na Holanda, tem se dedicado ao estudo da inovação e do desenvolvimento ao longo da história. Em seu livro “The Lever of Riches” (A Alavanca da Riqueza), ele argumenta que a disseminação do conhecimento e a acumulação de habilidades são fundamentais para o progresso tecnológico e, consequentemente, para o crescimento econômico.
Já Philippe Aghion, um economista francês, é conhecido por sua pesquisa sobre o papel da política econômica na inovação e no crescimento. Ele defende que políticas que promovam a concorrência e o empreendedorismo são essenciais para incentivar a inovação e o dinamismo econômico.
Por fim, Peter Howitt, um economista canadense, é um dos principais defensores da teoria das redes. Em seu livro “Endogenous Growth Theory” (Teoria do Crescimento





