O resultado das eleições autárquicas em Lisboa trouxe uma surpresa para muitos: o partido Chega conseguiu mais um lugar na Assembleia Municipal com apenas mais 11 votos do que a CDU. Para alguns, isso pode ser visto como uma vitória para o Chega, mas para muitos outros, é um amargo que fica na boca. Afinal, como é possível que um partido com ideologias extremistas e xenófobas consiga ganhar espaço em uma cidade tão diversa e multicultural como Lisboa?
É inegável que o resultado das eleições é preocupante e deve ser analisado com atenção. Mas, mais do que isso, deve ser um alerta para todos nós, cidadãos e políticos, sobre o estado em que se encontra a governação de Lisboa. E é aqui que a CDU deve sentir-se responsável politicamente.
A CDU, que é composta pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”, tem uma longa história de luta pelos direitos dos trabalhadores e pela defesa do meio ambiente. Porém, nos últimos anos, tem perdido força e relevância política em Lisboa. E isso é preocupante, pois a cidade precisa de uma oposição forte e atuante para garantir que as políticas públicas sejam implementadas de forma justa e equilibrada.
Ao longo dos anos, a CDU tem sido um dos principais partidos de oposição em Lisboa, mas parece que tem perdido a conexão com os cidadãos e suas necessidades. Enquanto isso, o Chega tem conseguido atrair eleitores descontentes com a situação atual e com promessas populistas e simplistas. E isso é um sinal de alerta para todos nós.
Não podemos negar que a situação política em Portugal e no mundo tem sido cada vez mais polarizada e extremista. E é exatamente nesse contexto que o Chega tem conseguido ganhar espaço. Mas, ao invés de nos lamentarmos e apontarmos dedos, é hora de refletirmos sobre o que podemos fazer para mudar essa realidade.
A CDU, como partido de esquerda, tem um papel fundamental na luta contra o extremismo e na defesa dos direitos e valores democráticos. É preciso que o partido se reinvente e se aproxime mais dos cidadãos, ouvindo suas demandas e propondo soluções concretas para os problemas da cidade. É preciso que a CDU seja uma voz ativa na defesa dos direitos dos trabalhadores, da igualdade de gênero, da diversidade e da inclusão social.
Além disso, é importante que a CDU se una a outros partidos e movimentos de esquerda para fortalecer a oposição e apresentar uma alternativa sólida e viável para a governação de Lisboa. É preciso que haja uma união de forças para combater o extremismo e garantir que a cidade continue sendo um lugar acolhedor e inclusivo para todos.
Não podemos permitir que o amargo da vitória do Chega nos paralise. Pelo contrário, é hora de nos unirmos e lutarmos por uma Lisboa melhor e mais justa para todos. É hora de nos engajarmos na política e de exigirmos que nossos representantes estejam comprometidos com os valores democráticos e com o bem-estar da população.
Não podemos deixar que o medo e o ódio guiem nossas escolhas políticas. É preciso que tenhamos uma visão crítica e consciente sobre os candidatos e partidos que escolhemos para nos representar. E, acima de tudo, é preciso que tenhamos esperança e acreditemos que é possível construir uma sociedade mais justa e igualitária.
O amargo que fica de o Chega conseguir mais um lugar em Lisboa deve servir como um alerta para todos nós





