A precarização é um tema presente em diversas áreas profissionais e, infelizmente, também na arquitetura. É comum encontrar jovens arquitetos que se deparam com a difícil decisão de permanecer no país, mudar-se para o exterior ou até mesmo mudar de profissão. Enquanto isso, os profissionais mais experientes acabam se resignando à falta de referência nos honorários. Mas como podemos lidar com essa realidade e ainda assim manter a excelência em nosso trabalho?
Primeiramente, é importante entendermos o que é a precarização na arquitetura. Ela se manifesta de diversas formas, desde a falta de regulamentação dos honorários até a ausência de políticas públicas que valorizem o trabalho do arquiteto. Além disso, a concorrência desleal e a pressão por preços mais baixos também contribuem para a precarização na profissão.
Por outro lado, a retórica da excelência é um discurso muito presente no meio arquitetônico. A busca pela perfeição, pela inovação e pelo reconhecimento é constante entre os profissionais da área. No entanto, essa busca muitas vezes é frustrada pela realidade precária em que vivemos.
Diante desse cenário, muitos jovens arquitetos se veem diante de uma difícil escolha: permanecer no país e enfrentar as dificuldades da profissão ou buscar oportunidades em outros países. Essa decisão não é fácil, pois implica em deixar para trás família, amigos e a cultura em que estão inseridos. Além disso, a adaptação a um novo país e a busca por reconhecimento em um mercado desconhecido também são desafios a serem enfrentados.
Porém, é importante lembrar que a arquitetura é uma profissão que transcende fronteiras. Hoje em dia, com a globalização e a facilidade de comunicação, é possível estar conectado com o mundo todo e expandir os horizontes profissionais. Além disso, a experiência de viver em um país diferente e conhecer novas culturas pode ser enriquecedora tanto profissionalmente quanto pessoalmente.
Mas e aqueles que optam por permanecer no país? Como lidar com a precarização e ainda assim manter a excelência em seu trabalho? A resposta está na valorização da própria profissão. É preciso que os arquitetos se unam e lutem por seus direitos, buscando a regulamentação dos honorários e a valorização do trabalho do arquiteto. Além disso, é importante que os profissionais busquem aprimorar seus conhecimentos e se manterem atualizados em relação às tendências do mercado.
Outro ponto importante é a busca por parcerias e colaborações com outros profissionais e empresas. A troca de conhecimentos e experiências pode ser enriquecedora e trazer novas oportunidades de trabalho. Além disso, é fundamental que os arquitetos tenham uma postura empreendedora, buscando novas formas de atuação e de valorização de seu trabalho.
É preciso também que os arquitetos sejam mais conscientes em relação à precificação de seus serviços. Muitas vezes, a falta de referência nos honorários acaba levando a uma desvalorização do trabalho e a preços abaixo do mercado. É importante que os profissionais se unam e estabeleçam valores justos e condizentes com a qualidade de seu trabalho.
Por fim, é fundamental que os arquitetos não desistam de sua profissão. Apesar das dificuldades, a arquitetura é uma área apaixonante e que pode trazer muitas realizações. A busca pela excelência deve ser constante, pois é ela que nos motiva a superar os desafios e a oferecer o melhor de nós em cada projeto.
Portanto, é possível sim conviver com a precarização e manter a





