O bem-estar da população deve ser uma das principais preocupações do Governo. Pelo menos é isso que defende a maioria dos portugueses de acordo com o último Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS). Mais de 70% dos inquiridos afirmam que o Governo deve dar prioridade ao bem-estar dos residentes.
O Barómetro da FFMS é uma pesquisa anual que tem como objetivo medir as opiniões e atitudes dos portugueses em relação a temas relevantes para a sociedade. A edição deste ano, realizada entre os dias 1 e 15 de abril, contou com a participação de 1221 pessoas.
O resultado foi claro: a grande maioria dos portugueses acredita que o Governo deve concentrar-se em garantir o bem-estar de seus cidadãos. Esta resposta não é surpreendente, considerando o impacto da pandemia de COVID-19 na vida das pessoas nos últimos meses.
Com o aumento do desemprego, a crise econômica e a incerteza em relação ao futuro, o bem-estar emocional e financeiro dos portugueses tem sido afetado. E, neste contexto, é natural que as pessoas esperem que o Governo tome medidas para proteger e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.
Além disso, a pesquisa da FFMS também revelou que, para a maioria dos inquiridos, o bem-estar deve ser o principal critério na tomada de decisões políticas, seguido pelo crescimento econômico e pela estabilidade do país. Isso mostra que as pessoas estão mais preocupadas com sua qualidade de vida do que com indicadores econômicos.
Outro dado interessante é que a maioria dos inquiridos considera que há uma desigualdade social significativa em Portugal, com 63% afirmando que esta é uma questão urgente que precisa ser abordada pelo Governo. Isso indica que as pessoas estão atentas às desigualdades existentes na sociedade e esperam que o Governo tome medidas para combatê-las.
Esta preocupação com o bem-estar da população pode ser explicada pelo fato de que a crise sanitária trouxe à tona questões sociais que muitas vezes são ignoradas. A pandemia afetou desproporcionalmente as pessoas mais vulneráveis, expondo as desigualdades e a falta de proteção social em Portugal.
Além disso, a pesquisa também revelou que a maioria dos inquiridos (76%) acredita que o Estado deve ser responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos, e não as empresas ou organizações privadas. Este resultado reforça a importância do papel do Estado na proteção e promoção do bem-estar da população.
No entanto, apesar da clara preocupação com o bem-estar, a pesquisa também aponta para uma certa descrença em relação à capacidade do Governo de promovê-lo. Apenas 38% dos inquiridos acreditam que o Governo será capaz de melhorar o bem-estar dos residentes, enquanto 41% têm dúvidas e 21% não acreditam.
Este é um sinal de que, apesar da expectativa, as pessoas ainda não veem ações concretas do Governo para melhorar o bem-estar da população. E isso deve ser um alerta para as autoridades, pois demonstra que há uma lacuna entre o que as pessoas esperam e o que está sendo feito.
Em conclusão, o último Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostra que o bem-estar da população é uma preocupação cada vez mais presente na sociedade portuguesa. A pandemia de COVID-19 trouxe à tona questões sociais que precisam ser enfrentadas e os portugueses esperam que o Governo dê prioridade a garantir o bem-estar de seus cidadãos. Resta esperar que ess





