Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira, 20 de agosto, a ampliação da lista de isenções da tarifa de 40% para incluir mais produtos agrícolas do Brasil. A medida foi recebida com otimismo pelo setor agrícola brasileiro, mas trouxe frustração para os produtores de pescados do país, que ficaram fora da lista de exceções.
A decisão do governo americano de impor uma tarifa de 40% sobre as importações de aço e 10% sobre as de alumínio, em março de 2018, gerou uma grande preocupação entre os exportadores brasileiros. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos e a medida poderia causar um impacto negativo significativo na economia do país.
No entanto, o Brasil conseguiu se livrar da tarifa em maio de 2018, após uma intensa negociação com o governo americano. Na ocasião, foi acordado que o Brasil teria uma cota de 100 mil toneladas de aço sem a cobrança da tarifa, mas outros produtos do setor agrícola ainda estavam sujeitos à taxação.
Com a recente decisão de Trump, mais de 30 produtos agrícolas brasileiros, incluindo frutas, sucos, café, trigo e etanol, foram incluídos na lista de isenções da tarifa. Isso significa que esses produtos poderão ser exportados para os Estados Unidos sem a cobrança da tarifa de 10%.
A notícia foi recebida com entusiasmo pelos produtores brasileiros, que veem na medida uma oportunidade de ampliar seus negócios e aumentar as exportações para o mercado americano. O setor agrícola é um dos pilares da economia brasileira e a ampliação das exportações pode trazer um impacto positivo significativo para o país.
No entanto, para os produtores de pescados, a notícia trouxe uma sensação de frustração. O setor não foi incluído na lista de exceções da tarifa e continuará sujeito à taxação de 10%. Isso significa que os pescados brasileiros terão uma desvantagem competitiva em relação a outros países que não estão sujeitos à tarifa, como o Canadá e o Chile.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, lamenta a exclusão do setor da lista de exceções e afirma que a medida é prejudicial para a indústria brasileira. Ele ressalta que os Estados Unidos são um importante mercado para os pescados brasileiros e que a tarifa de 10% pode afetar as exportações e o desenvolvimento do setor.
A exclusão do setor de pescados da lista de exceções também foi criticada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em nota, o ministério afirmou que a decisão do governo americano foi unilateral e não levou em consideração as relações comerciais entre os dois países.
Apesar da frustração do setor de pescados, é importante destacar que a ampliação da lista de isenções traz boas perspectivas para a economia brasileira como um todo. A medida mostra que o Brasil tem conseguido manter um bom diálogo com os Estados Unidos e que as negociações comerciais entre os dois países estão avançando.
Além disso, a inclusão de mais produtos agrícolas na lista de isenções pode abrir novas oportunidades para o Brasil no mercado americano. Com a retirada da tarifa de 10%, os produtos brasileiros ficarão mais competitivos em relação a outros países e poderão conquistar uma fatia maior do mercado.
É importante ressaltar também que a medida de Trump pode ser vista como um reconhecimento da qualidade dos produtos agrícolas brasileiros. Os Estados




