O tão esperado “Dia D” para fechar o novo acordo entre o Mercosul e a União Europeia não teve o desfecho esperado. O governo brasileiro pressiona por uma decisão definitiva, enquanto ainda há obstáculos a serem superados. A volta do protecionismo e as preocupações com o meio-ambiente são alguns dos fatores que estão travando as negociações.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia vem sendo discutido há mais de duas décadas e tem o potencial de ser um dos maiores acordos comerciais do mundo. Ele abrange uma população de aproximadamente 780 milhões de pessoas e um PIB combinado de cerca de US$ 20 trilhões.
No entanto, apesar de todo o otimismo e expectativa, as negociações estão enfrentando dificuldades. O principal entrave é a postura protecionista adotada por alguns países europeus, que temem a concorrência dos produtos agrícolas sul-americanos. Além disso, a questão ambiental também tem sido um ponto de preocupação para os europeus, que exigem garantias de que o acordo não irá comprometer os esforços de combate às mudanças climáticas.
O governo brasileiro tem se empenhado em convencer os países europeus de que o acordo é benéfico para ambos os lados. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm feito viagens e reuniões com líderes europeus para tentar destravar as negociações. No entanto, a postura do governo brasileiro em relação ao meio-ambiente tem sido alvo de críticas e tem dificultado as negociações.
O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e tem uma forte presença no mercado europeu. Porém, a imagem do país tem sido prejudicada pelas queimadas na Amazônia e pelo aumento do desmatamento. Isso tem gerado preocupações entre os países europeus, que temem que o acordo possa incentivar práticas ambientais prejudiciais.
Além disso, o Brasil tem enfrentado pressões internas de grupos ligados ao agronegócio, que temem uma abertura do mercado para produtos europeus. Isso tem gerado um impasse nas negociações, já que o governo brasileiro não quer abrir mão de suas demandas para garantir a aprovação do acordo.
Outro fator que tem dificultado as negociações é a postura do governo argentino. Com a mudança de governo no país vizinho, o presidente Alberto Fernández tem adotado uma postura mais protecionista, o que tem gerado atritos com o governo brasileiro. Isso tem afetado as negociações e tem gerado incertezas sobre o futuro do acordo.
Apesar de todos esses obstáculos, é importante destacar que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é extremamente benéfico para ambos os lados. Ele prevê a eliminação de tarifas e barreiras comerciais, o que irá impulsionar o comércio entre os dois blocos. Além disso, o acordo também prevê a cooperação em áreas como tecnologia, inovação e meio-ambiente.
Para o Brasil, o acordo é uma oportunidade de diversificar suas exportações e reduzir a dependência do mercado chinês. Além disso, ele também pode trazer benefícios para a economia, como a geração de empregos e o aumento da competitividade das empresas brasileiras.
É preciso lembrar que o protecionismo não é a solução para os problemas econômicos. Ao contrário, ele pode gerar prejuízos para ambos os lados. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é uma oportunidade de fortalecer as relações comerciais entre os dois blocos e promover o desenv





