A Prefeitura do Rio de Janeiro está tomando medidas para garantir que o Aeroporto Santos Dumont continue atraindo voos e passageiros, mesmo após a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de limitar o número de passageiros no aeroporto. O prefeito Eduardo Paes anunciou que irá se reunir com o ministro de Portos e Aeroportos em janeiro para discutir o assunto e buscar uma solução.
A polêmica começou quando a Anac utilizou de forma indevida um acórdão da Corte de Contas da União (TCU) para justificar a limitação de passageiros no Santos Dumont. O acórdão em questão se referia a um caso específico de um aeroporto em São Paulo e não deveria ser aplicado de forma generalizada. No entanto, a Anac utilizou essa decisão para justificar a sua política de redistribuição de voos entre os aeroportos do Rio de Janeiro.
Essa política da Anac tem como objetivo desafogar o Aeroporto Internacional do Galeão, que vem sofrendo com a falta de voos e passageiros desde a privatização em 2014. No entanto, essa medida tem gerado preocupação entre as autoridades e empresários do setor aéreo, que temem que o Santos Dumont perca sua relevância e atração de voos.
Diante dessa situação, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu acionar o TCU para que o órgão esclareça a utilização indevida do acórdão e determine a Anac a rever sua política de limitação de passageiros no Santos Dumont. O prefeito Eduardo Paes afirmou que a medida é necessária para garantir a competitividade do aeroporto e a continuidade dos investimentos no setor aéreo na cidade.
O Aeroporto Santos Dumont é um importante hub de conexões para voos domésticos e internacionais, além de ser um importante ponto turístico da cidade. Com a limitação de passageiros, a tendência é que as companhias aéreas optem por utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão, o que pode comprometer a economia e o turismo do Rio de Janeiro.
Além disso, a limitação de passageiros no Santos Dumont pode gerar impactos negativos para os passageiros, como aumento de preços das passagens e diminuição da qualidade dos serviços prestados. Isso porque, com menos voos e passageiros, as companhias aéreas podem reduzir sua oferta e aumentar os preços para compensar os custos.
Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades competentes tomem medidas para garantir a competitividade e o desenvolvimento do setor aéreo no Rio de Janeiro. A Prefeitura do Rio de Janeiro está agindo de forma proativa ao acionar o TCU e buscar uma solução para o problema. É importante que a Anac reveja sua política e leve em consideração os impactos que ela pode gerar para a cidade e para os passageiros.
O prefeito Eduardo Paes também anunciou que irá se reunir com o ministro de Portos e Aeroportos em janeiro para discutir o assunto e buscar uma solução conjunta. Essa é uma atitude positiva e que demonstra o comprometimento da Prefeitura em garantir o desenvolvimento do setor aéreo no Rio de Janeiro.
Em resumo, a Prefeitura do Rio de Janeiro está tomando medidas para garantir que o Aeroporto Santos Dumont continue atraindo voos e passageiros, mesmo após a decisão da Anac de limitar o número de passageiros no aeroporto. É fundamental que as autoridades competentes trabalhem juntas para encontrar uma solução que beneficie a cidade, as companhias aéreas e os passageiros. O Santos Dumont é um importante patrimônio da cidade e deve ser preservado e valorizado.





