A economia brasileira tem passado por um período de incertezas e desafios nos últimos anos, mas há uma luz no fim do túnel para o setor bancário. De acordo com uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a maioria das instituições financeiras espera que a carteira de crédito total cresça 9,2% em 2025 e desacelere de forma gradual em 2026, chegando a 8,2%. Além disso, a previsão é de que o corte da taxa básica de juros, a Selic, só aconteça em março do próximo ano.
Essa notícia é extremamente positiva para o mercado financeiro e para a economia como um todo. O crédito é um importante motor para o crescimento econômico, pois permite que as empresas invistam em novos projetos e que os consumidores realizem seus sonhos e necessidades. Com o aumento da carteira de crédito, é possível impulsionar o consumo e, consequentemente, a produção e o emprego.
A expectativa de crescimento da carteira de crédito é reflexo da retomada da economia brasileira, que vem se recuperando gradualmente após a crise causada pela pandemia de Covid-19. Com a vacinação em andamento e a retomada das atividades econômicas, as projeções para os próximos anos são otimistas. Além disso, a redução da taxa de juros e a inflação controlada também contribuem para esse cenário favorável.
Outro fator que impulsiona o crescimento da carteira de crédito é a digitalização dos serviços bancários. Com o avanço da tecnologia, os bancos têm investido cada vez mais em soluções digitais, o que facilita o acesso ao crédito e torna o processo mais ágil e eficiente. Além disso, a pandemia acelerou a adoção dessas tecnologias, uma vez que muitas pessoas passaram a realizar transações financeiras de forma remota.
É importante ressaltar que o crescimento da carteira de crédito não significa um aumento desenfreado do endividamento da população. As instituições financeiras têm adotado medidas de controle e análise de crédito mais rigorosas, garantindo que os empréstimos sejam concedidos de forma responsável e sustentável. Além disso, o Banco Central tem atuado de forma preventiva, monitorando o mercado e tomando medidas para evitar possíveis bolhas de crédito.
A pesquisa da Febraban também aponta que a expectativa dos bancos é de que a taxa Selic seja mantida em 2% até março de 2022, quando deve ocorrer o primeiro aumento. Essa postura é importante para manter a estabilidade econômica e evitar possíveis impactos negativos no mercado financeiro. Além disso, a manutenção da Selic em patamares baixos estimula o consumo e o investimento, contribuindo para o crescimento da economia.
É importante destacar que, apesar das projeções positivas, é necessário manter a cautela e estar preparado para possíveis cenários adversos. A pandemia ainda não acabou e pode haver imprevistos que afetem a economia. Por isso, é fundamental que as instituições financeiras e os consumidores mantenham uma postura responsável e estejam preparados para enfrentar possíveis desafios.
Em resumo, a expectativa de crescimento da carteira de crédito e a manutenção da Selic em patamares baixos são excelentes notícias para a economia brasileira. Essas projeções demonstram a confiança do mercado no potencial de recuperação do país e reforçam a importância do setor bancário para o desenvolvimento econômico. É preciso continuar trabalhando em conjunto, com responsabilidade e planejamento, para que essas previsões se concretiz





