O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que foi recentemente finalizado após duas décadas de negociações, tem sido amplamente discutido e debatido por diferentes setores da sociedade. Enquanto alguns enxergam esse acordo como uma oportunidade para o crescimento econômico e a abertura de novos mercados, outros temem que ele possa trazer consequências negativas para a indústria nacional. Entre esses críticos está José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que acredita que o acordo pode representar um risco para a indústria de transformação do país.
De fato, é compreensível que a indústria brasileira tenha suas preocupações em relação ao acordo. Afinal, o setor já enfrenta inúmeros desafios, como o alto custo de produção, impostos e juros elevados, além da concorrência desleal de produtos importados de baixo custo. Diante desse cenário, é natural que a Abimaq e outras entidades que representam a indústria sejam cautelosas em relação ao acordo e busquem garantir que os interesses do setor sejam protegidos.
No entanto, é importante destacar que o acordo Mercosul-UE é benéfico tanto para o consumidor final quanto para o agronegócio brasileiro. Com a eliminação de tarifas e barreiras comerciais, os produtos brasileiros terão acesso privilegiado a um mercado de mais de 500 milhões de consumidores europeus, o que certamente impulsionará as exportações e trará um aumento na demanda por produtos brasileiros. Além disso, o acordo também prevê a redução de tarifas para produtos agrícolas, o que é uma excelente notícia para o setor agropecuário brasileiro, responsável por grande parte das exportações do país.
É importante ressaltar que, ao contrário do que alguns críticos afirmam, o acordo não trará uma avalanche de produtos importados que irão prejudicar a indústria nacional. Pelo contrário, o acordo prevê uma abertura gradual do mercado, com prazos de até 15 anos para a eliminação de tarifas em determinados setores, o que dará tempo para que as empresas brasileiras se adaptem e se tornem mais competitivas. Além disso, o acordo também prevê medidas de salvaguarda para proteger a indústria nacional em caso de aumento súbito nas importações.
Outro ponto importante a ser destacado é que o acordo também trará benefícios para a indústria de transformação. Com a abertura de novos mercados e a redução de tarifas, as empresas brasileiras terão acesso a insumos e tecnologias mais avançadas, o que pode aumentar sua produtividade e competitividade. Além disso, a maior integração com a Europa pode atrair investimentos estrangeiros e estimular a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias no país.
É compreensível que a Abimaq e outras entidades da indústria estejam preocupadas com os possíveis impactos do acordo. No entanto, é importante lembrar que o Brasil é um país com grande potencial e capacidade de se adaptar às mudanças e se tornar mais competitivo. O acordo Mercosul-UE é uma oportunidade para que o país se torne ainda mais integrado ao mercado global e fortaleça sua posição como um importante player na economia mundial.
Portanto, ao invés de enxergar o acordo como um risco, é preciso encará-lo como uma oportunidade para o crescimento e o desenvolvimento do país. É importante que a indústria brasileira esteja preparada para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirão com a ab





