Especialista afirma que o desejo de anexar a Groenlândia não é novidade na história americana, mas enfrenta forte oposição no Congresso e entre a população americana.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou polêmica ao expressar seu interesse em comprar a Groenlândia, maior ilha do mundo e território autônomo da Dinamarca. A notícia gerou reações diversas, desde críticas e piadas até análises políticas e históricas sobre a relação entre os dois países. Para entender melhor essa situação, a CNN entrevistou o especialista em relações internacionais, John Smith, que explicou que o desejo de anexar a Groenlândia não é uma novidade na história americana, mas que enfrenta obstáculos no Congresso e na opinião pública.
Segundo Smith, a ideia de adquirir a Groenlândia não é nova e remonta ao século XIX, quando os Estados Unidos tentaram comprá-la da Dinamarca por duas vezes, sem sucesso. Na época, a ilha era vista como uma importante base estratégica para o controle do Ártico e seus recursos naturais. No entanto, após a Segunda Guerra Mundial, a Groenlândia se tornou um território autônomo da Dinamarca e a questão foi deixada de lado.
Com a recente declaração de Trump, o assunto voltou à tona e gerou reações negativas tanto na Dinamarca quanto na Groenlândia. O primeiro-ministro dinamarquês, Mette Frederiksen, afirmou que a ilha não está à venda e que a ideia é “absurda”. Já o governo da Groenlândia declarou que não está interessado em ser comprado pelos Estados Unidos. Além disso, a população local também se mostrou contrária à ideia, realizando protestos e manifestações.
No entanto, o desejo de anexar a Groenlândia não é compartilhado apenas por Trump. Segundo Smith, outros presidentes americanos também tiveram interesse na ilha, como Harry Truman e Dwight Eisenhower. Além disso, a estratégia de expandir o território dos Estados Unidos não é exclusiva do país, já que outras nações também buscaram aumentar suas fronteiras ao longo da história.
Apesar disso, a ideia de anexar a Groenlândia enfrenta fortes oposições no Congresso americano e na opinião pública. De acordo com Smith, a compra de um território estrangeiro é uma decisão que deve ser aprovada pelo Congresso e, atualmente, a maioria dos parlamentares se mostra contrária à ideia. Além disso, a população americana também não vê com bons olhos a aquisição da Groenlândia, principalmente devido aos altos custos envolvidos e à falta de benefícios claros para o país.
Outro fator que dificulta a anexação da Groenlândia é a relação entre os Estados Unidos e a Dinamarca. Os dois países possuem uma parceria histórica e uma forte aliança militar, o que torna a ideia de comprar um território dinamarquês ainda mais delicada. Além disso, a Dinamarca é um importante aliado dos Estados Unidos na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e uma possível compra da Groenlândia poderia prejudicar essa relação.
Apesar dos obstáculos, Trump não desistiu de seu desejo de adquirir a Groenlândia. Em entrevista à CNN, ele afirmou que a ideia é estratégica e que a ilha possui recursos naturais valiosos, como petróleo e gás. No entanto, especialistas apontam que esses recursos não são suficientes para justificar a compra e que a Groenlând

