No último sábado, dia 24 de abril, o candidato às eleições presidenciais André Ventura, do partido Chega, esteve presente em um jantar-comício com emigrantes portugueses na Suíça, na localidade de Volketswil, no cantão de Zurique. Durante o evento, o candidato foi questionado sobre o apoio recebido pelo ex-presidente do PSD, Luís Marques Mendes, ao seu oponente João Ferreira, do PCP.
Em resposta, Ventura afirmou que essa “não é uma notícia que espante ninguém”. Ele ainda estranhou o fato do apoio de Marques Mendes ter sido declarado apenas três dias depois do primeiro turno das eleições, no qual o candidato apoiado pelo PSD, André Ventura, afirmou que não daria seu voto a ninguém.
Essa declaração de Ventura, envolvendo o apoio de Marques Mendes, gerou polêmica entre os eleitores e a imprensa. Muitos se perguntavam sobre a real razão desse apoio repentino e se isso poderia afetar o resultado final das eleições.
No entanto, diante dessa situação, é importante analisar o contexto político em que essas declarações foram feitas. Primeiramente, é necessário ressaltar que Marques Mendes é um reconhecido político português, tendo ocupado o cargo de presidente do PSD entre os anos 2005 e 2007. Sua opinião e apoio têm grande peso no cenário político português.
Além disso, é importante lembrar que o apoio declarado por Marques Mendes não significa necessariamente uma mudança de ideologia ou posicionamento político. O ex-presidente do PSD deixou claro que seu apoio é pessoal e não tem relação com o partido ou com suas ideologias. Sendo assim, é preciso entender que o mesmo tem todo o direito de apoiar quem acredita ser o melhor candidato, independente de filiações políticas.
Outro ponto a ser destacado é que as eleições presidenciais em Portugal são diferentes das eleições legislativas, por exemplo. Nelas, o presidente não é o líder do país, mas sim o garante dos valores constitucionais e o representante da população portuguesa. Dessa forma, o apoio declarado por Marques Mendes não tem grande peso ou influência nas decisões políticas do candidato eleito.
Além disso, é importante ressaltar que a democracia é um dos pilares fundamentais de um país e, portanto, é totalmente válido que cada cidadão expresse seu apoio e opinião em relação aos candidatos que estão concorrendo. A liberdade de escolha é um direito de todos e deve ser respeitada.
Portanto, diante de toda essa situação, é necessário que os eleitores se mantenham atentos e informados sobre as propostas e ideias de cada candidato, sem se deixarem influenciar por declarações ou apoios pessoais. As eleições presidenciais são um momento importante para a democracia portuguesa e é fundamental que cada cidadão exerça seu direito ao voto de forma consciente e responsável.
Por fim, cabe destacar que o jantar-comício com emigrantes portugueses na Suíça foi uma oportunidade para que André Ventura pudesse apresentar suas propostas e se aproximar dos cidadãos portugueses que vivem no exterior. Isso mostra seu comprometimento em representar e lutar por uma Portugal unido, em que os interesses de todos sejam respeitados e atendidos.
Que possamos ter uma eleição justa e democrática, e que o presidente eleito tenha a capacidade de unir o país e trabalhar em prol da população portuguesa. Mais do que nunca, é necessário o diálogo e a uni

