As organizações sindicais estão determinadas a não aceitar mais nenhum mês de caos na SPdH. Após um longo período de negociações e tentativas de resolução, os sindicatos decidiram que é hora de agir de forma mais enérgica para garantir o cumprimento dos direitos laborais dos trabalhadores desta empresa.
A SPdH, empresa responsável pelos serviços de assistência em terra nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, tem enfrentado diversas dificuldades que têm afetado diretamente os seus funcionários. A falta de pagamento de salários, atrasos no pagamento de subsídios e a precariedade das condições de trabalho têm sido algumas das principais queixas dos trabalhadores.
Desde o início do ano, os sindicatos têm tentado chegar a um acordo com a empresa, mas sem sucesso. Apesar das promessas de resolução por parte da SPdH, a situação continua a agravar-se e os trabalhadores estão cansados de esperar por uma solução.
Por isso, as organizações sindicais decidiram que é hora de tomar medidas mais drásticas para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. “Não podemos mais aceitar esta situação. Os trabalhadores têm famílias para sustentar e contam com o seu salário para sobreviver. Não é justo que continuem a ser prejudicados desta forma”, afirma o representante sindical João Silva.
Os sindicatos prometem avançar com os meios legais adequados para fazer valer os direitos dos trabalhadores. E não descartam a possibilidade de recorrer a formas de protesto mais musculado, caso a SPdH não normalize a situação. “Estamos preparados para utilizar todos os meios ao nosso alcance para garantir que os trabalhadores sejam tratados com dignidade e respeito”, afirma Silva.
Esta decisão dos sindicatos surge após uma reunião em que os trabalhadores manifestaram a sua indignação e descontentamento com a situação atual. “É inadmissível que tenhamos que passar por tantas dificuldades enquanto a empresa continua a operar normalmente. Não podemos mais aceitar esta situação e é por isso que apoiamos a decisão dos sindicatos de agir com mais firmeza”, afirma um trabalhador da SPdH que prefere manter o anonimato por receio de represálias.
Os sindicatos também contam com o apoio dos passageiros e de outras organizações sindicais. “Não podemos ficar indiferentes a esta situação. Os trabalhadores da SPdH merecem ser tratados com dignidade e respeito. É importante que a empresa cumpra com as suas obrigações e que os trabalhadores recebam o que lhes é devido”, afirma Marta Soares, presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).
A SPdH tem sido alvo de críticas por parte dos passageiros, que se têm deparado com atrasos e cancelamentos de voos devido à falta de pessoal da empresa. Muitos passageiros têm demonstrado o seu apoio aos trabalhadores e a sua compreensão pela situação em que se encontram.
É importante destacar que os trabalhadores da SPdH são fundamentais para o bom funcionamento dos aeroportos portugueses. Sem eles, os voos não poderiam ser operados de forma segura e eficiente. Por isso, é indispensável que sejam tratados com respeito e que as suas condições de trabalho sejam adequadas.
Neste sentido, os sindicatos apelam à intervenção do governo para resolver esta situação. “É importante que o governo tome medidas para garantir que a SPdH cumpre com as suas obrigações e que os trabalhadores sejam respeitados

