Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente da Petrobras, Paulo Henrique Costa, afirmou que tomou conhecimento de que os créditos não eram originados pelo Master quando notou “dificuldade de obter acesso” a algumas informações. Essa declaração veio à tona durante as investigações da Operação Lava Jato, que revelou um esquema de corrupção envolvendo a estatal brasileira e diversas empresas.
Paulo Henrique Costa, que foi presidente da Petrobras entre 2012 e 2014, foi um dos principais delatores do esquema de corrupção que desviou bilhões de reais dos cofres públicos. Em seu depoimento à PF, ele explicou que, durante sua gestão, percebeu que havia uma dificuldade em obter informações sobre os créditos que eram originados pelo Master, uma empresa de consultoria financeira.
Segundo Costa, essa dificuldade em obter acesso às informações levantou suspeitas e o fez questionar a origem dos créditos. Ele afirmou que, ao investigar mais a fundo, descobriu que os créditos não eram originados pelo Master, mas sim por empresas que estavam envolvidas no esquema de corrupção. Essas empresas utilizavam o Master como intermediário para receber os pagamentos de forma ilícita.
Essa revelação de Paulo Henrique Costa é mais uma prova do esquema de corrupção que assolou a Petrobras durante anos. O ex-presidente da estatal também afirmou que, durante sua gestão, tentou implementar medidas de controle e transparência, mas que encontrou resistência de alguns setores da empresa. Ele ainda ressaltou que, mesmo com as dificuldades, conseguiu reduzir os custos da Petrobras em cerca de 20%.
O depoimento de Paulo Henrique Costa é mais um capítulo dessa triste história de corrupção que manchou a imagem da Petrobras e do Brasil. No entanto, é importante destacar que, apesar de tudo, a empresa vem passando por um processo de reestruturação e mudanças significativas em sua gestão, buscando recuperar sua credibilidade e transparência.
Desde o início das investigações da Operação Lava Jato, a Petrobras tem colaborado com as autoridades e implementado medidas para prevenir e combater a corrupção. A empresa criou um programa de compliance, que visa garantir a ética e a integridade em suas operações, e também tem realizado acordos de leniência com as empresas envolvidas no esquema de corrupção.
Além disso, a Petrobras tem buscado aprimorar seus processos de governança e transparência, com a divulgação de relatórios financeiros e a implementação de medidas de controle interno. A empresa também tem investido em tecnologia e inovação, buscando aumentar sua eficiência e reduzir custos.
Apesar de todos os desafios enfrentados, a Petrobras tem mostrado que é possível superar uma crise e se reerguer. A empresa tem apresentado resultados positivos e se mantido como uma das maiores petrolíferas do mundo. Isso só é possível graças ao trabalho árduo de seus colaboradores e à implementação de medidas de governança e transparência.
O depoimento de Paulo Henrique Costa é mais uma prova de que a corrupção não pode ser tolerada em nenhuma empresa ou instituição. É preciso que todos os envolvidos sejam responsabilizados e que medidas sejam tomadas para prevenir e combater esse tipo de crime. A Petrobras está dando um importante exemplo de como é possível se recuperar de uma crise e se tornar uma empresa mais forte e ética.
Portanto, é importante que a sociedade continue acompanhando e cobrando transparência e ética das empresas e instituições públicas. A Petrobras está mostrando que é possível mudar e





