O setor da restauração tem sido um dos mais afetados pela pandemia do COVID-19. Com o fechamento de estabelecimentos e a queda no turismo, muitos restaurantes e bares tiveram que encerrar suas atividades ou enfrentar grandes dificuldades financeiras. No entanto, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou recentemente uma série de medidas de apoio ao setor, incluindo um fundo perdido. Neste artigo da rubrica Visão Periférica, vamos analisar o momento atual da restauração e como essas medidas podem ajudar a impulsionar a recuperação do setor.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a restauração é um setor fundamental para a economia portuguesa. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2019, o setor representava cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e empregava mais de 300 mil pessoas. Além disso, a gastronomia e a cultura culinária são parte integrante da identidade e do turismo de Portugal, atraindo milhões de visitantes todos os anos.
No entanto, com a chegada da pandemia, o setor da restauração foi duramente atingido. O fechamento de estabelecimentos e as restrições de horário e capacidade reduziram significativamente o faturamento dos restaurantes e bares. Muitos tiveram que se adaptar rapidamente, oferecendo serviços de entrega e take-away, mas ainda assim, a queda nas receitas foi inevitável.
Diante dessa situação, o anúncio do ministro da Economia sobre o apoio à restauração foi recebido com grande expectativa e alívio pelos empresários do setor. O fundo perdido, que será disponibilizado através do Programa de Recuperação e Resiliência, tem como objetivo ajudar os estabelecimentos a cobrir os custos fixos e a manter os empregos. Além disso, o governo também está estudando a possibilidade de reduzir a taxa de IVA para a restauração, o que poderia aliviar ainda mais a carga tributária sobre os negócios.
Essas medidas são essenciais para garantir a sobrevivência dos estabelecimentos e a manutenção dos empregos no setor. No entanto, é importante ressaltar que a recuperação da restauração não depende apenas do apoio do governo, mas também da colaboração de todos. É fundamental que os consumidores voltem a frequentar os restaurantes e bares, seguindo todas as medidas de segurança e higiene recomendadas pelas autoridades de saúde.
Além disso, é preciso que os empresários do setor se adaptem às mudanças trazidas pela pandemia. A digitalização dos serviços, como a criação de cardápios online e a implementação de sistemas de pagamento sem contato, pode ser uma forma de atrair mais clientes e garantir a segurança dos mesmos. Além disso, é importante investir em estratégias de marketing e promoções para atrair os consumidores de volta aos estabelecimentos.
Outro ponto importante a ser destacado é a importância da formação e qualificação dos profissionais da restauração. Com a retomada das atividades, é fundamental que os funcionários estejam preparados para atender os clientes de forma eficiente e segura. Por isso, é necessário que o governo e as entidades do setor invistam em programas de capacitação e treinamento.
É importante ressaltar que, apesar dos desafios enfrentados pelo setor da restauração, existem também oportunidades de crescimento e inovação. A pandemia acelerou a adoção de novas tecnologias e mudou os hábitos de consumo, o que pode ser uma oportunidade para os empresários se reinventarem e oferecerem novas experiências aos clientes.
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