A economia brasileira tem passado por um período desafiador nos últimos anos, com altos e baixos que afetam diretamente a vida dos cidadãos e das empresas. Um dos indicadores mais importantes nesse cenário é a inflação, que mede o aumento dos preços dos produtos e serviços e impacta diretamente no bolso dos consumidores. Por isso, a notícia de que a inflação de janeiro teve uma “resistência técnica” é um alerta importante para economistas e investidores.
De acordo com os dados do IBGE divulgados na última semana, o IPCA de janeiro fechou em 0,25%, ficando abaixo das expectativas do mercado. No entanto, é importante destacar que a alta da gasolina teve um peso significativo nesse resultado, enquanto outros setores, como energia elétrica e alimentos, seguraram o índice. Essa combinação pode ser um sinal de que o cenário de desinflação está mais lento do que o esperado, o que pode afetar as projeções para o futuro.
Apesar disso, a maioria dos analistas ainda projeta uma queda de 0,50 p.p. na Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião do Copom em março. Essa possível redução dos juros pode ser vista como uma tentativa do Governo de estimular a economia e impulsionar o crescimento, mas ao mesmo tempo é preciso tomar cuidado para não comprometer o controle da inflação.
É importante entender que a inflação é um indicador complexo e influenciado por diversos fatores, como a taxa de câmbio, a política monetária, os preços dos insumos e a demanda dos consumidores. Por isso, é necessário um acompanhamento constante e cauteloso para tomar as decisões certas no momento certo. No entanto, o cenário atual apresenta alguns pontos positivos que podem motivar os investidores e empreendedores.
Um desses pontos é o crescimento do PIB do Brasil em 2019, que foi de 1,1%, segundo dados do IBGE. Apesar de ainda ser baixo, esse resultado mostra uma recuperação da economia após a crise enfrentada nos anos anteriores. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses está dentro da meta estabelecida pelo Governo, o que mostra a efetividade das medidas adotadas para controlá-la.
Outro fator a ser destacado é a perspectiva de avanço nas reformas estruturais no Congresso, em especial a da Previdência. Essas mudanças são fundamentais para o equilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento sustentável. Além disso, o governo está adotando medidas para estimular o mercado interno, como a liberação dos saques do FGTS e do PIS/Pasep, que devem injetar bilhões na economia.
Portanto, apesar da resistência técnica da inflação em janeiro, é importante mantermos um olhar positivo para o futuro. A inflação ainda está controlada e as projeções são de queda na próxima reunião do Copom. Além disso, o cenário econômico atual apresenta oportunidades e ações que podem impulsionar a economia de forma sustentável. E é nesse momento que os empresários e investidores devem estar preparados para aproveitar as possibilidades e impulsionar seus negócios.
Para os consumidores, é importante ficar atento aos seus gastos e buscar maneiras de economizar, principalmente em tempos de incertezas econômicas. É preciso analisar as mudanças nos preços e as melhores opções de investimento a longo prazo. Já para as empresas, é importante acompanhar de perto as decisões do Banco Central e os desdobramentos das reformas, para se preparar para possíveis mud

