Juros elevados, incertezas fiscais e tarifas dos EUA foram os principais fatores responsáveis pela retração econômica que o Brasil enfrentou nos últimos anos. Esses fatores, combinados com outros desafios internos, criaram um cenário de instabilidade e desconfiança no mercado, afetando diretamente o crescimento e o desenvolvimento do país.
A alta taxa de juros é um dos principais entraves para o crescimento econômico do Brasil. Desde 2016, a taxa básica de juros, a Selic, tem se mantido em patamares elevados, chegando a atingir 14,25% ao ano. Isso significa que o custo do crédito para empresas e consumidores é muito alto, desestimulando investimentos e consumo. Além disso, a alta taxa de juros também afeta a dívida pública, que consome grande parte do orçamento do governo, limitando os investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Outro fator que contribuiu para a retração econômica foi a incerteza fiscal. Com a crise política que assolou o país nos últimos anos, houve uma falta de clareza em relação às políticas econômicas e fiscais do governo. Isso gerou insegurança nos investidores e empresários, que ficaram receosos em fazer novos investimentos e expandir seus negócios. Além disso, a falta de uma agenda clara de reformas estruturais, como a da Previdência, também contribuiu para a incerteza e a desconfiança no mercado.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos também tiveram um impacto significativo na economia brasileira. A guerra comercial entre os dois países afetou diretamente as exportações brasileiras, principalmente de produtos como aço e soja. Com a imposição de tarifas pelos EUA, os produtos brasileiros ficaram mais caros e perderam competitividade no mercado internacional. Isso afetou diretamente o setor agrícola, que é um dos principais motores da economia brasileira.
Todos esses fatores contribuíram para uma queda no crescimento econômico do Brasil, que chegou a registrar uma recessão entre 2015 e 2016. No entanto, é importante ressaltar que o país vem adotando medidas para superar esses desafios e retomar o crescimento.
Uma das principais medidas adotadas pelo governo foi a redução da taxa de juros. Desde o final de 2016, a Selic vem caindo gradualmente e atualmente está em 6,5% ao ano, o menor patamar da história. Essa redução tem estimulado o consumo e os investimentos, contribuindo para a retomada da economia.
Além disso, o governo também tem buscado implementar reformas estruturais, como a da Previdência, que são fundamentais para o equilíbrio das contas públicas e para a retomada da confiança dos investidores. A aprovação da reforma da Previdência é vista como um passo importante para a recuperação econômica do país, pois irá garantir a sustentabilidade das contas públicas e atrair investimentos.
Outra medida importante adotada pelo governo foi a abertura de novos mercados para as exportações brasileiras. Com a guerra comercial entre EUA e China, o Brasil tem buscado ampliar suas relações comerciais com outros países, como a União Europeia e os países do Mercosul. Isso pode ajudar a diversificar as exportações brasileiras e reduzir a dependência do mercado norte-americano.
Apesar dos desafios enfrentados, o Brasil possui uma economia sólida e diversificada, com potencial para crescer e se desenvolver. O país possui um mercado consumidor de mais de 200 milhões de pessoas, recursos naturais abundantes

