O ano de 2020 foi marcado por muitas incertezas e mudanças no cenário econômico mundial, devido principalmente à pandemia da COVID-19. No Brasil, o mercado financeiro sentiu os impactos da crise, com alta do dólar, queda na bolsa de valores e aumento do desemprego. Porém, aos poucos, o país vem se recuperando e mostrando sinais de melhora, como é o caso do setor de vendas varejistas.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo brasileiro apresentou uma queda de 12,5% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado pode ser atribuído à pandemia e suas restrições, que influenciaram diretamente os hábitos de consumo da população. No entanto, se compararmos janeiro de 2021 com dezembro de 2020, o setor apresentou um aumento de 1,9%, o que evidencia uma recuperação no mercado de vendas.
Esses números são reflexo das políticas de estímulo ao consumo, como o auxílio emergencial, e da flexibilização das medidas de isolamento social em algumas regiões do país. Além disso, o aumento do poder de compra devido à queda da inflação e da taxa básica de juros (Selic) têm impulsionado o consumo das famílias.
O setor que apresentou maior crescimento em janeiro foi o de tecidos, vestuário e calçados, com alta de 28,8%. Esse resultado é um reflexo das vendas de fim de ano, que geralmente são concentradas nesse período. Outros setores que apresentaram resultado positivo foram os de móveis e eletrodomésticos (3,4%) e supermercados (1,6%). Já os setores de combustíveis e lubrificantes (-9,2%) e de livros, jornais, revistas e papelarias (-11,3%) apresentaram queda.
Esses dados mostram que, apesar do resultado negativo na comparação anual, o varejo apresenta uma tendência de recuperação gradual. Com a retomada das atividades econômicas e da confiança dos consumidores, espera-se que o setor continue crescendo nos próximos meses.
Vale ressaltar que, além das medidas governamentais, a adaptação dos lojistas às novas formas de consumo também tem contribuído para esse resultado positivo. O e-commerce, por exemplo, teve grande destaque durante a pandemia e vem se consolidando como uma opção para compras seguras e convenientes. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online cresceram cerca de 75% em 2020 e a tendência é que esse número continue em ascensão.
Além disso, a adoção de protocolos de segurança nos estabelecimentos físicos, como o uso de máscaras e a disponibilização de álcool em gel, tem tranquilizado os consumidores e incentivado o retorno às lojas físicas.
Com esse cenário positivo, a expectativa é que o varejo mantenha sua trajetória de recuperação ao longo de 2021. Ainda segundo o IBGE, boa parte dos lojistas estão otimistas e acreditam que o primeiro semestre deste ano será de crescimento nas vendas.
Para os consumidores, essa recuperação do setor pode significar mais opções e melhorias nos produtos e serviços oferecidos. Com a concorrência aumentando, é necessário que as empresas invistam em inovação e qualidade, o que pode resultar em preços mais competitivos e benefícios para os clientes.
Outro ponto importante a ser destacado é a geração de empregos. Com a retomada das atividades comerciais, espera-se que haja um aumento na demanda por m




