Recentemente, o deputado do Partido Socialista, Miguel Costa Matos, fez declarações à imprensa na Assembleia da República, criticando a postura do Governo em relação às famílias afetadas pela crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. Segundo o deputado, apesar de o Governo estar isento das regras orçamentais a nível europeu, está a “contar tostões” na resposta às famílias afetadas, ao garantir apenas 66% do valor dos salários dos trabalhadores através do regime de ‘lay-off’.
De acordo com Miguel Costa Matos, a medida do Governo de apenas garantir 66% do salário dos trabalhadores atingidos pela crise é insuficiente e não atende às necessidades das famílias. O deputado alega que o Governo possui recursos suficientes para garantir o pagamento integral dos salários, mas está optando por uma medida que coloca “tostões” acima do bem-estar das famílias portuguesas.
É importante ressaltar que o regime de ‘lay-off’ é uma medida adotada pelo Governo para ajudar as empresas a manterem seus funcionários durante a crise econômica. Através deste regime, os trabalhadores têm seus contratos de trabalho suspensos temporariamente, recebendo apenas uma parte do seu salário, que é complementado pelo Instituto de Segurança Social. No entanto, a medida do Governo de garantir apenas 66% do salário dos trabalhadores tem sido criticada por não ser suficiente para cobrir as despesas básicas das famílias, como aluguel, alimentação e contas.
O deputado Miguel Costa Matos também ressaltou que, apesar de estar isento das regras orçamentais a nível europeu, o Governo português está a ser mais “apertado” nas medidas de apoio às famílias do que outros países europeus, como a Alemanha, que garantiu o pagamento integral dos salários dos trabalhadores afetados pela crise. Segundo o deputado, é necessário que o Governo reavalie suas prioridades e coloque o bem-estar das famílias acima de qualquer economia de “tostões”.
É compreensível que o Governo esteja preocupado com a saúde financeira do país e com as regras impostas pela União Europeia. No entanto, é importante lembrar que o bem-estar das famílias portuguesas também é uma prioridade e deve ser levado em consideração nas decisões do Governo. É preciso que o Governo adote medidas mais efetivas e abrangentes para garantir o sustento das famílias afetadas pela crise.
Além disso, é importante ressaltar que a pandemia do coronavírus não afeta apenas a economia, mas também a saúde mental das pessoas. A incerteza em relação ao futuro, o medo de perder o emprego e a dificuldade em pagar as contas podem gerar altos níveis de estresse e ansiedade nas famílias. Portanto, é necessário que o Governo adote medidas que garantam a segurança financeira das famílias e, consequentemente, a sua estabilidade emocional.
Não é justo que as famílias portuguesas, já afetadas pela crise econômica, sejam ainda mais prejudicadas pela falta de apoio do Governo. É preciso que o Governo reveja suas medidas e adote uma postura mais solidária e empática com as famílias em situação de vulnerabilidade.
Em tempos de crise, é necessário que haja cooperação e solidariedade entre todos. É hora de o Governo colocar o bem-estar das famílias acima de qualquer economia de “tostões” e garantir medidas mais eficazes para ajudar aqueles que mais precisam. Afinal,





