Pequim defenderá seus direitos e interesses se os Estados Unidos insistirem em avançar com as investigações e impor medidas restritivas. Essa foi a declaração feita pelo porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, em uma coletiva de imprensa realizada no dia 15 de julho. A afirmação vem em resposta às recentes ameaças do governo americano de impor novas tarifas sobre produtos chineses, em meio a uma crescente tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.
De acordo com Gao Feng, a China tem cumprido suas obrigações comerciais com os Estados Unidos e tem trabalhado de forma construtiva para resolver as disputas comerciais entre os dois países. Ele ressaltou que a China sempre defendeu o diálogo e a negociação como a melhor forma de resolver as diferenças comerciais, mas que também está preparada para defender seus interesses se necessário.
A tensão comercial entre China e Estados Unidos começou em março de 2018, quando o presidente americano, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio chineses. Desde então, as duas nações têm trocado medidas retaliatórias, com a China impondo tarifas sobre produtos americanos como soja, carne suína e automóveis.
No entanto, em dezembro de 2018, os dois países chegaram a um acordo temporário, com a China concordando em aumentar as compras de produtos americanos e reduzir as tarifas sobre carros importados dos Estados Unidos. No entanto, o acordo não durou muito tempo e em maio deste ano, os Estados Unidos aumentaram as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, acusando a China de não cumprir com os termos do acordo.
Agora, o governo americano ameaça impor tarifas sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, o que afetaria praticamente todas as importações do país asiático. Essa medida tem gerado preocupação não apenas na China, mas também em outros países, já que a escalada da guerra comercial pode ter um impacto negativo na economia global.
A China tem sido alvo de críticas por parte dos Estados Unidos, que a acusam de práticas comerciais desleais, como o roubo de propriedade intelectual e a manipulação da moeda. No entanto, o governo chinês tem negado essas acusações e afirmado que está disposto a resolver as disputas comerciais por meio do diálogo e da negociação.
Além disso, a China tem tomado medidas para abrir ainda mais seu mercado e atrair investimentos estrangeiros. No início deste ano, o país anunciou uma nova lei de investimentos que visa garantir um tratamento igualitário para empresas estrangeiras e proteger seus direitos de propriedade intelectual. Essa medida foi vista como um sinal de que a China está comprometida em promover uma maior abertura e transparência em suas políticas comerciais.
Apesar das tensões comerciais, a China continua sendo um importante parceiro comercial para os Estados Unidos. Em 2018, o país asiático foi o terceiro maior destino das exportações americanas, atrás apenas do Canadá e do México. Além disso, as empresas americanas têm uma forte presença na China, com muitas delas produzindo seus produtos no país asiático para atender tanto ao mercado local quanto ao mercado global.
Portanto, é do interesse de ambos os países encontrar uma solução para as disputas comerciais e manter uma relação comercial saudável e equilibrada. A China tem demonstrado sua disposição em cumprir suas obrigações comerciais e resolver as diferenças por meio do diálogo, mas também está preparada para defender seus interesses se necessário.
É importante que os Estados Unidos e





