Durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, afirmou que a instituição está atenta ao possível IPO (Oferta Pública Inicial) da empresa de seguros Fidelidade. Segundo ele, caso esse processo de abertura de capital aconteça, a Caixa irá analisá-lo com interesse, uma vez que “tudo nos interessa” quando se trata da Fidelidade.
A Fidelidade é a maior seguradora em Portugal, com mais de 200 anos de existência e uma ampla presença no mercado nacional e internacional. Atualmente, é detida em 60% pela Fosun, grupo chinês que adquiriu a participação majoritária em 2014, e em 40% pela CGD. Nos últimos anos, tem sido alvo de especulações sobre a possibilidade de abertura de capital, o que poderia fortalecer ainda mais sua posição no mercado e trazer benefícios tanto para a empresa quanto para seus acionistas.
Diante disso, a declaração de Paulo Macedo durante a conferência de imprensa reforça o interesse da Caixa em acompanhar de perto esse possível IPO. A instituição tem sido uma das principais impulsionadoras da economia portuguesa, apoiando empresas de diversos setores, inclusive o de seguros, e buscando sempre promover o crescimento e desenvolvimento do país.
Além disso, a Fidelidade tem sido uma parceria estratégica para a Caixa, principalmente após a entrada do grupo chinês Fosun em seu capital. Com a experiência e visão global do novo acionista, a seguradora tem conseguido expandir sua atuação para outros mercados, como Brasil, Angola e Moçambique, o que pode ser bastante vantajoso para a CGD em termos de diversificação e expansão de negócios.
Vale ressaltar que a Fidelidade tem apresentado resultados positivos nos últimos anos, com um crescimento significativo em seu lucro. Em 2019, a empresa registrou um resultado líquido de 266,9 milhões de euros, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Além disso, sua receita bruta ultrapassou os 4 bilhões de euros, evidenciando a solidez e estabilidade da seguradora.
Diante desse cenário promissor, a eventual abertura de capital da Fidelidade tem despertado interesse de investidores e instituições financeiras, que enxergam na empresa um potencial de retorno atrativo. Inclusive, a própria Caixa já manifestou interesse em manter sua participação na seguradora, caso ocorra o IPO, o que demonstra a confiança na empresa e sua estratégia de crescimento.
Com isso, podemos afirmar que a possível abertura de capital da Fidelidade é vista com bons olhos pela Caixa, que se mostra atenta ao processo e interessada em participar. Além disso, reforça a importância da seguradora como um dos principais ativos da instituição e sua relevância no mercado nacional e internacional.
Em um momento de recuperação econômica e retomada de crescimento em Portugal, iniciativas como essa podem trazer ainda mais dinamismo e fortalecimento para a economia do país. A Caixa, como instituição financeira de referência, segue atuando de forma estratégica e responsável, buscando sempre contribuir para o desenvolvimento do mercado e do país como um todo.
Em suma, a declaração de Paulo Macedo sobre o possível IPO da Fidelidade demonstra o olhar atento da Caixa para as oportunidades de crescimento e desenvolvimento do mercado português. A eventual abertura de capital da seguradora pode trazer benefícios significativos para a empresa, seus acionistas e para a economia como um todo. Resta agora aguardar os desdobramentos desse processo e acompanhar de perto





