A transição energética de Angola exige mais do que investimentos em infraestrutura — exige pessoas qualificadas e comprometidas com o futuro sustentável do país. Por isso, o Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, propôs a criação de um Instituto Nacional de Energias Renováveis (INER) com sede em Luanda.
O objetivo: formar milhares de jovens técnicos, engenheiros e gestores especializados em tecnologias verdes, e assim preparar o país para liderar a inovação energética na África Austral.
“O conhecimento é o combustível da transição energética. Queremos um centro de excelência que forme os líderes técnicos de amanhã.”
— João Baptista Borges
Uma resposta às necessidades do setor
O setor energético angolano tem expandido rapidamente com novos projetos solares, hidroelétricos e híbridos. No entanto, a demanda por profissionais capacitados ainda supera a oferta.
O novo Instituto terá como missão:
- Formar técnicos em instalação e manutenção de painéis solares, turbinas eólicas e redes híbridas;
- Oferecer cursos superiores em engenharia energética com foco em sustentabilidade;
- Desenvolver projetos de pesquisa aplicada em parceria com universidades estrangeiras;
- Estabelecer certificações nacionais reconhecidas por organismos internacionais.
O Ministério estima que, até 2030, Angola precisará de mais de 12.000 novos técnicos especializados só para atender aos projetos em execução e previstos.
Alianças estratégicas e financiamento
O projeto já está em fase de estudo avançado e conta com apoio técnico do PNUD e do Banco Africano de Desenvolvimento. Instituições como a Universidade de Coimbra (Portugal), a Universidade Stellenbosch (África do Sul) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (Brasil) já demonstraram interesse em colaborar.
Está previsto também um modelo de financiamento misto, com parcerias público-privadas e apoio de agências de cooperação internacional como GIZ (Alemanha) e USAID (Estados Unidos).
Impacto direto na empregabilidade jovem
Com o INER, Angola poderá:
- Reduzir a dependência de técnicos estrangeiros em grandes projetos;
- Gerar empregos sustentáveis para jovens recém-formados;
- Estimular o empreendedorismo energético em zonas rurais e urbanas;
- Posicionar-se como hub regional de capacitação em energia limpa.
Segundo o Ministro, esta é uma das apostas mais importantes do governo para garantir que o crescimento energético seja verdadeiramente inclusivo.
“Não basta importar tecnologia. Temos de produzir conhecimento, formar talento e criar soluções nossas.”
— afirmou João Baptista Borges em conferência recente.





