Presidente da FPA critica medida do governo e afirma que Congresso está pronto para votar projeto que anula o decreto
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, criticou a medida do governo que altera as regras para a demarcação de terras indígenas e afirmou que o Congresso está pronto para votar um projeto que anula o decreto.
Em entrevista coletiva, Moreira afirmou que a medida do governo é inconstitucional e prejudica o setor agropecuário, responsável por grande parte da economia brasileira. Segundo ele, a decisão do governo de transferir a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura é um retrocesso e pode gerar conflitos entre indígenas e produtores rurais.
O presidente da FPA também destacou que o Congresso está mobilizado para votar um projeto que anula o decreto e restabelece as regras anteriores, que previam a demarcação de terras indígenas pelo Ministério da Justiça. Segundo ele, a proposta já conta com o apoio de mais de 200 parlamentares e deve ser apresentada em breve.
Moreira ressaltou que a medida do governo vai contra os interesses do país e pode prejudicar a imagem do Brasil no cenário internacional. Ele afirmou que o setor agropecuário é responsável por garantir a segurança alimentar do país e que a produção agrícola brasileira é reconhecida mundialmente pela sua qualidade e sustentabilidade.
O presidente da FPA também criticou a falta de diálogo do governo com o setor antes da publicação do decreto. Segundo ele, a medida foi tomada de forma unilateral e sem considerar as consequências para o setor agropecuário. Moreira destacou que a FPA está aberta ao diálogo e que é preciso encontrar soluções que atendam tanto os interesses dos indígenas quanto dos produtores rurais.
A medida do governo também foi criticada por outras entidades ligadas ao setor agropecuário, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB). Em nota, a CNA afirmou que a decisão do governo é um retrocesso e pode gerar insegurança jurídica no campo. Já a SRB destacou que a medida vai contra o desenvolvimento do país e pode afetar a produção de alimentos.
Diante da pressão do setor agropecuário, o governo recuou e suspendeu a medida por 120 dias. No entanto, o presidente da FPA afirmou que é preciso revogar definitivamente o decreto e encontrar uma solução que seja benéfica para todos os envolvidos.
Em meio a esse cenário, o Congresso se mostra disposto a atuar em defesa do setor agropecuário e garantir que as regras para a demarcação de terras indígenas sejam mantidas. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já se posicionou a favor da anulação do decreto e afirmou que a Casa está pronta para votar o projeto que restabelece as regras anteriores.
Em resumo, a medida do governo que altera as regras para a demarcação de terras indígenas foi duramente criticada pelo presidente da FPA e outras entidades ligadas ao setor agropecuário. O Congresso está mobilizado para votar um projeto que anula o decreto e restabelece as regras anteriores, garantindo a segurança jurídica e o desenvolvimento do país. É preciso encontrar soluções que atendam tanto os interesses dos indígenas quanto dos produtores rurais, por meio do diálogo e




