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Miguel Maya: “As pessoas não têm os 10% de entrada inicial para uma casa”

em Negócios e empresas
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Miguel Maya: “As pessoas não têm os 10% de entrada inicial para uma casa”

Miguel Maya, CEO do BCP, recentemente explicou ao Cinco Minutos as consequências de uma medida que tem gerado bastante discussão no mercado imobiliário: a limitação de crédito à habitação a 90% do valor da casa. Embora não conteste a decisão, Maya faz questão de desmontar a intenção por trás dessa medida, destacando que os bancos não estão dispostos a assumir riscos irracionais e que, na verdade, essa limitação acaba por prejudicar os compradores, obrigando-os a arrendar uma casa até que tenham os 10% de capital necessários para concretizar a compra. Em outras palavras, essa medida acaba por fazer com que os compradores desperdicem dinheiro.

Para entendermos melhor essa questão, é importante analisarmos o contexto atual do mercado imobiliário em Portugal. Nos últimos anos, temos assistido a um aumento significativo nos preços das casas, principalmente nas grandes cidades. Isso tem sido impulsionado por diversos fatores, como a crescente procura por imóveis para investimento, a falta de oferta de casas acessíveis e a facilidade de acesso ao crédito à habitação. No entanto, essa última questão tem sido alvo de preocupação por parte das autoridades, que temem uma possível bolha imobiliária.

Nesse sentido, o Banco de Portugal decidiu limitar o crédito à habitação a 90% do valor da casa, com o objetivo de evitar que os bancos assumam riscos excessivos e garantir a estabilidade do sistema financeiro. No entanto, essa medida tem gerado críticas por parte de alguns especialistas, como Miguel Maya, que acreditam que ela pode ter efeitos negativos para os compradores.

Maya destaca que, historicamente, nunca houve problemas sistémicos relacionados ao crédito à habitação em Portugal. Os bancos sempre foram cautelosos na concessão de empréstimos, avaliando cuidadosamente a capacidade de pagamento dos clientes e exigindo garantias suficientes. Além disso, o CEO do BCP ressalta que o mercado imobiliário é cíclico e que, em algum momento, os preços das casas irão estabilizar ou até mesmo diminuir, o que reduziria o risco para os bancos.

Ao limitar o crédito à habitação a 90% do valor da casa, os compradores são obrigados a terem pelo menos 10% de capital próprio para concretizar a compra. Isso pode ser um grande obstáculo para muitas pessoas, principalmente para aqueles que estão a dar os primeiros passos no mercado imobiliário. Além disso, essa limitação pode levar a um aumento no número de arrendamentos, o que pode gerar custos adicionais para os compradores.

Maya também destaca que essa medida acaba por prejudicar a economia como um todo. Ao limitar o acesso ao crédito, o mercado imobiliário pode desacelerar, afetando não apenas os compradores, mas também os construtores, imobiliárias e outros profissionais envolvidos no setor. Além disso, a limitação do crédito pode afetar a confiança dos investidores no mercado imobiliário português, o que pode ter impactos negativos a longo prazo.

Diante desse cenário, Miguel Maya defende que é importante encontrar um equilíbrio entre a estabilidade do sistema financeiro e a acessibilidade ao crédito à habitação. Ele sugere que, ao invés de limitar o crédito a 90% do valor da casa, os bancos poderiam adotar outras medidas de precaução, como aumentar as taxas de juros ou exigir garantias adicionais. Dessa forma, seria possível manter a estabilidade do sistema financeiro sem prejudicar os compradores.

Em resumo, a limitação do crédito à habitação a 90% do valor da

Tags: Prime Plus

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