A produção de energia é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país. Em Portugal, nas últimas três décadas, houve um grande avanço na produção de energia, mais do que duplicando desde 1990. Isso se deve, principalmente, à aposta nas energias renováveis, que se tornaram uma prioridade no setor energético do país. No entanto, apesar do crescimento significativo, Portugal ainda enfrenta desafios no que diz respeito à dependência energética e à diferença entre a energia produzida e a consumida.
De acordo com dados do Eurostat, a produção de energia em Portugal aumentou de 16,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP) em 1990 para 37,6 milhões de TEP em 2018, um crescimento de 124%. Esse crescimento é impulsionado principalmente pelas energias renováveis, que passaram a representar uma parte significativa da produção de energia do país.
A energia hidrelétrica é a principal fonte de energia renovável em Portugal, representando 30% da produção total de energia em 2018. Além disso, a energia eólica e a energia solar também têm crescido significativamente nos últimos anos, representando, respectivamente, 23% e 9% da produção total de energia em 2018. Esses números mostram o compromisso do país com a diversificação e a sustentabilidade da sua matriz energética.
No entanto, apesar do progresso na produção de energia, Portugal ainda enfrenta desafios no que diz respeito à dependência energética. De acordo com o Eurostat, em 2018, a dependência energética do país era de 75%, acima da média da União Europeia, que é de 54%. Isso significa que Portugal ainda importa a maior parte da sua energia, o que torna o país vulnerável a flutuações nos preços do petróleo e do gás natural.
Além disso, outro desafio enfrentado pelo país é a diferença entre a energia produzida e a consumida. Em 2018, a energia produzida em Portugal representou apenas um terço da energia consumida, o que significa que o país ainda é altamente dependente de importações de energia. Isso torna evidente a necessidade de continuar investindo em fontes de energia renovável e em medidas de eficiência energética.
No entanto, apesar desses desafios, os esforços do país para a transição para uma economia mais sustentável são dignos de reconhecimento. O governo português tem adotado medidas para incentivar o uso de energias renováveis, como a implementação de políticas de tarifas de energia favoráveis para os produtores de energia renovável e a criação de incentivos fiscais para o uso de veículos elétricos.
Além disso, Portugal tem sido um líder na produção de energia solar, com uma das maiores capacidades instaladas per capita na Europa. O país também tem investido em projetos de armazenamento de energia, para garantir um fornecimento constante de energia renovável, mesmo em períodos de pouca incidência solar ou vento.
Outra iniciativa importante é o Plano Nacional de Energia e Clima 2030, que estabelece metas ambiciosas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o aumento da produção de energia renovável. O plano tem como objetivo alcançar uma quota de 47% de energia renovável no consumo final bruto de energia em 2030, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 45% em relação aos níveis de 2005.
É importante ressaltar que a aposta nas energias renováveis não só traz benefícios ambientais, mas também econômicos. De acordo com um estudo realizado pela Agência Internacional de Energia Renovável, a transição





