Tanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky quanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu têm algo em comum: a crença de que a prolongação das guerras é a única estratégia eficaz para garantir sua permanência no poder. Essa mentalidade tem levado a uma reforço das ideologias de guerra, em detrimento de qualquer horizonte de paz.
Em primeiro lugar, é importante entender que a guerra é um fenômeno complexo e destrutivo, que traz consequências devastadoras para todas as partes envolvidas. No entanto, para Zelensky e Netanyahu, parece ser a única forma de manter o apoio popular e se manter no poder.
No caso de Zelensky, a Ucrânia tem enfrentado uma guerra no leste do país desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e apoiou separatistas pró-russos na região de Donbass. Desde então, o conflito já deixou mais de 13 mil mortos e milhões de deslocados internos. Apesar dos esforços de mediação e negociação, Zelensky parece estar seguindo a mesma linha de seus antecessores, apostando em uma abordagem militar para resolver o conflito.
Em vez de buscar uma solução pacífica, o presidente ucraniano tem aumentado os gastos com defesa e fortalecido as forças armadas do país. Além disso, ele tem adotado uma retórica nacionalista e anti-russa, alimentando ainda mais o conflito e afastando qualquer possibilidade de diálogo com a Rússia. Essa estratégia pode até trazer popularidade a curto prazo, mas não é sustentável a longo prazo e apenas prolonga o sofrimento do povo ucraniano.
Já em Israel, Netanyahu tem sido o primeiro-ministro mais longevo da história do país, ocupando o cargo por mais de 15 anos. No entanto, sua permanência no poder tem sido marcada por uma série de conflitos com os palestinos e seus vizinhos árabes. O primeiro-ministro tem uma postura linha-dura em relação à segurança e defesa de Israel, o que tem sido um fator importante para sua popularidade entre os eleitores.
No entanto, essa abordagem tem sido criticada por muitos, que acreditam que Netanyahu está mais preocupado em manter-se no poder do que em buscar uma solução pacífica para o conflito. O primeiro-ministro tem se recusado a negociar com os palestinos e tem apoiado a construção de assentamentos em territórios ocupados, o que é considerado ilegal pela comunidade internacional. Além disso, ele tem buscado alianças com líderes autoritários, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em detrimento de relações mais equilibradas com outros países.
Essa estratégia de Netanyahu tem gerado um clima de tensão constante na região, com episódios de violência e confrontos frequentes. Além disso, a falta de perspectiva de paz tem afetado a economia e a qualidade de vida dos israelenses e palestinos. No entanto, o primeiro-ministro parece estar disposto a manter essa postura, pois acredita que é a única forma de se manter no poder.
É importante ressaltar que a prolongação das guerras não traz benefícios para ninguém, exceto para aqueles que estão no poder. Enquanto Zelensky e Netanyahu se preocupam em garantir sua permanência no cargo, o povo ucraniano e israelense sofrem as consequências da guerra. Além disso, essa estratégia só reforça ideologias de guerra e alimenta o ciclo de violência, tornando ainda mais difícil a busca por uma solução pacífica.
É preciso que os líderes desses países entendam que a paz é a única forma




