A Europa está em um momento crucial de sua história, em que a busca por um desenvolvimento sustentável e equilibrado se tornou uma prioridade. Nesse contexto, a transição energética é um dos principais desafios enfrentados pelo continente, uma vez que é necessário encontrar um equilíbrio entre competitividade, descarbonização e justiça social. E é nesse cenário que o exemplo português se destaca, mostrando que a transição energética não é apenas uma questão técnica, mas também profundamente relacional.
Portugal é um país que tem sido reconhecido internacionalmente por seu compromisso com a sustentabilidade e a transição energética. Desde a adesão à União Europeia, em 1986, o país tem feito grandes esforços para diversificar sua matriz energética e reduzir sua dependência de fontes não renováveis. Hoje, Portugal é um dos líderes europeus em energias renováveis, com mais de 50% de sua eletricidade proveniente de fontes limpas e renováveis, como a eólica, solar e hidroelétrica.
Mas o sucesso de Portugal na transição energética não se deve apenas à adoção de tecnologias limpas e renováveis. O país também tem se destacado por sua abordagem relacional, que coloca as pessoas no centro da transição energética. Isso significa que, além de investimentos em infraestrutura e tecnologia, Portugal tem se esforçado para envolver e conscientizar a população sobre a importância da sustentabilidade e da transição energética.
Um exemplo disso é o Programa Casa Eficiente, lançado em 2018 pelo governo português. O programa tem como objetivo promover a eficiência energética nas residências, através da substituição de equipamentos e sistemas antigos por outros mais eficientes. Além disso, o programa também oferece incentivos financeiros para a instalação de painéis solares e outras tecnologias limpas. Com isso, o governo busca não apenas reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas também promover a economia de energia e a redução das contas de luz das famílias.
Outra iniciativa importante é o Plano Nacional de Energia e Clima 2030, que estabelece metas ambiciosas para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o aumento da participação de energias renováveis na matriz energética do país. Além disso, o plano também prevê a criação de empregos verdes e a promoção da justiça social, garantindo que a transição energética beneficie a todos os cidadãos.
Além das iniciativas governamentais, a sociedade civil também tem desempenhado um papel fundamental na transição energética em Portugal. Organizações não governamentais, empresas e cidadãos engajados têm trabalhado juntos para promover a sustentabilidade e pressionar por políticas mais ambiciosas. Um exemplo disso é o movimento “Fridays for Future”, liderado por jovens ativistas que têm realizado manifestações em todo o país para exigir ações mais concretas contra as mudanças climáticas.
É importante ressaltar que a transição energética em Portugal não tem sido um processo fácil. O país enfrentou desafios e obstáculos ao longo do caminho, mas o compromisso e a determinação de seus líderes e cidadãos têm sido fundamentais para superá-los. E os resultados já são visíveis: além de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, Portugal tem se tornado mais competitivo e atraente para investimentos, além de melhorar a qualidade de vida de sua população.
O exemplo português mostra que a transição energética é uma oportunidade para promover um desenvolvimento mais justo, equilibrado e sustentável. Ao colocar as pessoas no centro desse processo, é possível alcançar um equilíb





