A recente declaração do presidente-executivo da Air France-KLM, Benjamin Smith, sobre a TAP tem gerado polêmica e levantado questões sobre o futuro da companhia aérea portuguesa. Durante um encontro com jornalistas em Amsterdã, Smith afirmou que seria politicamente complicado explicar aos portugueses que a TAP teria seus interesses melhor defendidos sob controle da Iberia. Essa declaração gerou preocupação e incerteza sobre o que pode estar por vir para a companhia aérea portuguesa.
A TAP é uma empresa com mais de 75 anos de história e é um símbolo de orgulho nacional para os portugueses. Desde sua fundação em 1945, a companhia aérea tem sido um importante meio de transporte para os portugueses e também uma porta de entrada para o país, conectando Portugal a diversos destinos ao redor do mundo. Além disso, a TAP é responsável por uma grande parte do turismo em Portugal, contribuindo significativamente para a economia do país.
No entanto, nos últimos anos, a TAP tem enfrentado dificuldades financeiras e passou por um processo de privatização em 2015, quando o governo português vendeu 61% da companhia aérea para o consórcio Atlantic Gateway, liderado pelo empresário português David Neeleman e pelo empresário brasileiro Humberto Pedrosa. Desde então, a TAP tem passado por mudanças e reestruturações em busca de uma maior eficiência e sustentabilidade financeira.
A declaração de Smith, que é o presidente-executivo da Air France-KLM desde 2018, gerou preocupação entre os portugueses, que temem que a TAP possa ser vendida novamente ou até mesmo incorporada por outra companhia aérea. No entanto, é importante analisar a declaração de forma mais ampla e entender o contexto em que ela foi feita.
A Air France-KLM é uma das maiores companhias aéreas do mundo e possui uma forte presença na Europa, com rotas para diversos destinos em todo o continente. Além disso, a empresa também tem uma participação significativa no mercado de aviação na América Latina, com voos para o Brasil e outros países da região. Com isso, é natural que a empresa tenha interesse em expandir sua atuação e fortalecer sua presença em outros mercados, como o português.
No entanto, é importante destacar que a declaração de Smith não significa necessariamente que a Air France-KLM tenha interesse em adquirir a TAP. O que ele quis dizer é que seria difícil explicar aos portugueses que a TAP teria seus interesses melhor defendidos sob controle de outra companhia aérea, como a Iberia, por exemplo. Isso porque a TAP é uma empresa com uma forte identidade e importância para Portugal, e seria difícil para os portugueses aceitarem que ela fosse controlada por outra empresa estrangeira.
Além disso, é importante lembrar que a TAP tem passado por um processo de recuperação e tem apresentado resultados positivos nos últimos anos. Em 2019, a companhia aérea registrou um lucro de 105 milhões de euros, o primeiro desde a privatização em 2015. Além disso, a TAP tem investido em novas rotas e em uma frota mais moderna, o que tem contribuído para um aumento no número de passageiros transportados.
Portanto, é importante que os portugueses não se deixem levar pelo medo e pela incerteza gerados pela declaração de Smith. A TAP é uma empresa sólida e tem um papel importante no cenário da aviação em Portugal. Além disso, é importante lembrar que a privatização da companhia aérea foi uma decisão tomada



