Todos nós somos responsáveis pela manutenção da democracia em nossas sociedades. Não é apenas uma questão de temer uma invasão militar ou uma escalada nuclear, mas sim de reconhecer que o maior perigo que enfrentamos hoje é interno: a erosão da confiança que sustenta nossas democracias.
Ao redor do mundo, vemos o aumento de movimentos populistas, o enfraquecimento das instituições democráticas e o surgimento de líderes autoritários. Esses fenômenos não são apenas fruto de uma conjuntura política, mas sim reflexo de uma sociedade que tem perdido a confiança nas instituições e nos valores democráticos.
Não podemos nos esquecer de que a democracia é um sistema de governo que depende da participação e do engajamento dos cidadãos. Sem essa participação ativa, a democracia enfraquece e se torna vulnerável a ameaças externas e internas.
Em uma sociedade onde a desigualdade social, a corrupção e a polarização política são cada vez mais presentes, é natural que a confiança nas instituições e nos líderes políticos seja abalada. Porém, devemos lembrar que a democracia também é um processo de aprendizagem e evolução constante. Precisamos nos manter vigilantes e sempre buscar formas de melhorar e fortalecer nossa democracia.
Um dos pilares fundamentais da democracia é a liberdade de expressão. Não podemos permitir que essa liberdade seja restringida ou cerceada, pois é por meio dela que podemos expor nossas ideias, discutir os problemas e buscar soluções. O diálogo e o debate são essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Além disso, é fundamental que a sociedade tenha acesso à informação de qualidade e que possa confiar nas fontes de informação. Com o aumento das fake news e da desinformação, vivemos uma época em que a verdade é constantemente contestada. Devemos sempre buscar fontes confiáveis e estar atentos às informações que consumimos.
Outro aspecto importante é a participação política. Não apenas nas eleições, mas também na vida política do país. É preciso se informar sobre os candidatos e suas propostas, fiscalizar seus mandatos e cobrar ações concretas em prol da sociedade. Não podemos apenas delegar a responsabilidade de governar para os políticos, precisamos ser ativos e participar ativamente da tomada de decisões.
Além disso, é necessário combater a apatia política e o conformismo. É comum ouvirmos pessoas dizendo que “política não é para mim” ou “não adianta nada, tudo continua igual”. Porém, essa postura apenas enfraquece a democracia. Devemos acreditar que podemos fazer a diferença e que nosso voto e nossa voz importam.
Não podemos esquecer também da importância de uma sociedade civil forte e atuante. Organizações não governamentais, movimentos sociais e voluntários desempenham um papel crucial na luta por direitos e na cobrança por políticas públicas justas e igualitárias. Seja por meio de ações diretas, manifestações ou projetos sociais, é possível e necessário contribuir para a construção de uma sociedade mais democrática e inclusiva.
Por fim, é preciso lembrar que democracia é um sistema dinâmico e em constante evolução. O enfrentamento de problemas como a desigualdade social, a corrupção e o enfraquecimento das instituições é um desafio constante, que exige a participação de todos. Não podemos nos acomodar ou esperar que outros resolvam os problemas por nós. É preciso agir e ter consciência de que a democracia é um bem valioso que deve ser preservado e fortalecido a todo





