A música e o esporte sempre caminharam juntos, seja em eventos esportivos com shows de artistas renomados ou em parcerias entre músicos e atletas. No entanto, nos últimos anos, a NFL (National Football League) tem enfrentado uma situação delicada em relação às estrelas da música que se apresentam no Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos.
O Super Bowl é um espetáculo que vai além do jogo de futebol americano, é um verdadeiro show que atrai milhões de telespectadores ao redor do mundo. E, é claro, a escolha do artista que irá se apresentar no intervalo do jogo é sempre muito aguardada e discutida. Mas, nos últimos anos, a NFL tem enfrentado críticas e preocupações em relação às mensagens e posicionamentos políticos que alguns artistas podem passar durante suas apresentações.
Em 2016, Beyoncé se apresentou no Super Bowl e causou polêmica ao fazer uma homenagem ao movimento Black Lives Matter, que luta contra a violência policial contra a população negra nos Estados Unidos. A artista utilizou sua performance para enviar uma mensagem de empoderamento e igualdade racial, o que gerou reações positivas e negativas do público.
No ano seguinte, Lady Gaga foi a escolhida para o show do intervalo e, mesmo sem fazer nenhuma declaração política, sua apresentação foi vista como uma crítica ao governo de Donald Trump. A cantora cantou seu sucesso “Born This Way”, que é considerado um hino da comunidade LGBTQ+, e também fez uma performance com uma bandeira do arco-íris, símbolo da diversidade sexual.
Em 2018, Justin Timberlake se apresentou no Super Bowl e, apesar de não ter feito nenhuma declaração política, sua escolha como atração gerou controvérsias. O cantor foi criticado por ter se apresentado com Janet Jackson em 2004, quando ocorreu o famoso “incidente do seio”, e não ter sofrido consequências, enquanto a cantora foi banida da NFL por anos.
No ano passado, a escolha da banda Maroon 5 para o show do intervalo também gerou preocupações. O grupo foi criticado por não se posicionar em relação à questão do racismo e por ter aceitado se apresentar em um evento que aconteceu em Atlanta, cidade com uma grande população negra, mas que também é conhecida por suas políticas de segregação racial no passado.
Esses exemplos mostram como a NFL tem enfrentado uma preocupação constante em relação às estrelas da música que se apresentam no Super Bowl. Afinal, o evento é um dos mais assistidos do mundo e qualquer mensagem ou posicionamento político pode gerar reações positivas ou negativas do público e afetar a imagem da liga.
Além disso, a NFL é conhecida por ser uma liga conservadora e que evita se envolver em questões políticas. Porém, com a crescente polarização política nos Estados Unidos, é quase impossível que um artista não tenha algum posicionamento em relação a algum tema polêmico. E, quando isso acontece, a NFL se vê em uma situação delicada, tendo que lidar com as consequências de uma possível rejeição do público.
No entanto, é importante ressaltar que a NFL não pode e nem deve controlar as opiniões e posicionamentos dos artistas que se apresentam no Super Bowl. Afinal, a música é uma forma de expressão e cada artista tem o direito de se manifestar sobre os assuntos que considera importantes.
Além disso, a NFL também tem a oportunidade de utilizar o Super Bowl como um palco para promover causas sociais e políticas importantes. Em 2019, por exemplo, o show do intervalo contou com a participação de Travis Scott e Big Boi, artistas negros que aproveitaram a visibilidade do evento para chamar a




