Em uma recente entrevista, o diretor do Federal Reserve (Fed), Miran, falou sobre a importância de uma política monetária que olhe para o futuro ao tomar decisões. Ele ressaltou que a queda do déficit fiscal nos Estados Unidos tem um impacto direto no nível dos juros neutros no país.
Miran explicou que o déficit fiscal é a diferença entre o que o governo gasta e o que arrecada em impostos. Quando esse déficit é alto, o governo precisa emitir mais dívidas para financiar suas despesas, o que aumenta a oferta de títulos públicos e, consequentemente, os juros. Por outro lado, quando o déficit é reduzido, o governo emite menos dívidas, o que diminui a oferta de títulos e, consequentemente, os juros.
Isso é importante porque os juros neutros são aqueles que não estimulam nem inibem o crescimento econômico. Ou seja, é o nível de juros que não causa impacto na economia, nem para cima nem para baixo. Quando os juros neutros estão em um patamar adequado, a economia pode crescer de forma sustentável.
No entanto, Miran alertou que a política monetária do Fed precisa olhar para frente e levar em consideração outras variáveis além do déficit fiscal. Ele citou a importância de analisar os dados econômicos e as condições do mercado de trabalho, por exemplo. Isso porque, em um cenário de baixo desemprego e inflação controlada, é possível que a economia ainda precise de estímulos para continuar crescendo.
O discurso de Miran vai de encontro com o posicionamento do presidente do Fed, Jerome Powell, que recentemente afirmou que a instituição está “próxima” do nível de juros neutros. No entanto, Powell também ressaltou que a política monetária não é uma ciência exata e que o Fed continuará monitorando os dados econômicos para tomar decisões.
A queda do déficit fiscal nos Estados Unidos tem sido uma preocupação do governo, que tem adotado medidas para reduzi-lo. A reforma tributária, aprovada no final de 2017, foi uma das principais ações nesse sentido. Além disso, o presidente Donald Trump vem buscando formas de diminuir os gastos públicos e aumentar a arrecadação.
Os resultados já começam a ser percebidos. O déficit fiscal dos EUA caiu de 3,5% do PIB em 2017 para 3,8% em 2018 e a previsão é de que continue em queda nos próximos anos. Isso é positivo, pois significa que o governo está se endividando menos e, consequentemente, os juros neutros podem ser reduzidos.
No entanto, Miran ressaltou que a política monetária é apenas uma das ferramentas para estimular a economia. Ele também destacou a importância de medidas fiscais e estruturais para impulsionar o crescimento. Entre elas, estão a melhoria da infraestrutura do país e a redução da burocracia para atrair investimentos.
O diretor do Fed também falou sobre a importância de manter a independência da instituição. Nos últimos meses, o presidente Donald Trump tem criticado publicamente o Fed e seu presidente, Jerome Powell, por aumentarem os juros. Essas interferências políticas podem prejudicar a credibilidade do banco central e afetar a tomada de decisões.
Em resumo, a queda do déficit fiscal nos Estados Unidos tem um impacto direto no nível dos juros neutros no país. O diretor do Fed, Miran, defende que a política monetária precisa olhar para frente e levar em consideração outras variáveis além do déficit fiscal. Além disso, ele ressalta a importância de medidas fiscais e estruturais para impulsionar o crescimento econôm





