O mercado do petróleo foi fortemente impactado pela pandemia de COVID-19 este ano, com uma queda sem precedentes na demanda global. Diante desse cenário, a aliança OPEP+, composta por oito países liderados pela Arábia Saudita e Rússia, se reuniu para tomar medidas que ajudem a estabilizar o mercado. E a notícia é positiva: a partir de dezembro, os países membros irão aumentar a produção de petróleo em 137.000 barris por dia, antes de suspenderem os aumentos mensais entre janeiro e março de 2026.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados, liderados pela Rússia, criaram a aliança OPEP+ em 2016 para controlar a produção e os preços do petróleo no mercado internacional. Desde então, essa parceria tem garantido um equilíbrio entre a oferta e a demanda de petróleo, evitando grandes oscilações nos preços e promovendo a estabilidade do mercado.
No entanto, com a pandemia de COVID-19 e suas consequências econômicas, esses países se depararam com um grande desafio. Com a diminuição da atividade econômica em todo o mundo, a demanda por petróleo caiu drasticamente, impactando diretamente o preço do barril. Isso levou a uma decisão histórica da OPEP+ em abril deste ano, quando os países membros concordaram em cortar a produção em 9,7 milhões de barris por dia, o que corresponde a cerca de 10% da produção mundial.
Esse acordo se mostrou eficaz, pois contribuiu para a recuperação dos preços do petróleo em um curto período de tempo. No entanto, com a gradual retomada da atividade econômica em alguns países e a flexibilização das medidas de isolamento social, a demanda por petróleo está aumentando novamente. Isso levou os países membros da OPEP+ a reavaliarem sua estratégia e chegarem à decisão de aumentar a produção em 137.000 barris por dia a partir de dezembro.
Segundo o príncipe Abdulaziz bin Salman, ministro de Energia da Arábia Saudita, esses aumentos serão bem-vindos pela indústria e não terão impacto negativo no mercado. Além disso, ele ressaltou que a decisão de reduzir a produção em abril foi um ato de grande responsabilidade e compromisso dos países membros em equilibrar o mercado, e que o acordo atual representa mais um passo nessa direção.
Já o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, destacou que a suspensão dos aumentos mensais da produção entre janeiro e março de 2026 é uma medida preventiva para evitar a superprodução e possíveis quedas nos preços do petróleo. Ele também enfatizou que essa decisão foi tomada de forma unânime pelos países membros da aliança.
É importante ressaltar que essa decisão da OPEP+ também foi influenciada pelo resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Com a vitória de Joe Biden, espera-se que haja uma mudança na política energética do país, com uma maior preocupação em relação às fontes de energia renovável. Isso pode levar a uma diminuição na demanda por petróleo e, consequentemente, a uma queda nos preços.
No entanto, os países membros da OPEP+ estão confiantes de que as medidas tomadas até o momento são suficientes para garantir a estabilidade do mercado e que não haverá grandes impactos nas próximas decisões da aliança. Essa postura demonstra um compromisso com a sustentabilidade do setor de petró





