O preço do gasóleo tem sido um tema recorrente nas notícias e nas conversas do dia a dia. Infelizmente, nos últimos tempos, o que se tem registado é um aumento contínuo no valor deste combustível tão essencial para a nossa economia. Durante o mês de novembro, os preços do gasóleo subiram de forma significativa, causando preocupação e impacto no bolso dos consumidores. Mas, apesar deste cenário, é importante manter uma perspetiva positiva e entender os motivos por trás desses aumentos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o preço do gasóleo é influenciado por vários fatores, como a cotação do petróleo no mercado internacional, a taxa de câmbio do dólar e os impostos aplicados pelo governo. Neste sentido, é importante lembrar que o Brasil é um país que depende da importação de petróleo, o que significa que estamos sujeitos às flutuações do mercado internacional.
No início deste mês, a cotação do petróleo atingiu o seu valor mais alto desde 2014, ultrapassando os 80 dólares por barril. Isso se deve a uma série de fatores, como o aumento da demanda global, a redução da produção de alguns países e as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã. Além disso, a desvalorização do real em relação ao dólar também contribuiu para o aumento do preço do gasóleo, já que a maior parte do petróleo é cotada em dólares.
Outro fator que tem impacto direto no preço do gasóleo são os impostos. No Brasil, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é o principal tributo que incide sobre os combustíveis. No entanto, é importante destacar que esse imposto é estadual, ou seja, cada estado tem a sua própria alíquota, o que pode gerar diferenças significativas nos preços praticados em diferentes regiões do país.
Diante desse cenário, é compreensível que muitos consumidores estejam preocupados com os constantes aumentos no preço do gasóleo. Afinal, esse combustível é essencial para o transporte de mercadorias, a locomoção de pessoas e o funcionamento de diversos setores da economia. Porém, é importante lembrar que esses aumentos não são exclusividade do Brasil. Outros países também têm enfrentado essa realidade, e isso se deve às oscilações do mercado internacional.
Além disso, é importante destacar que o governo tem adotado medidas para tentar conter os aumentos no preço do gasóleo. No início deste mês, o presidente Michel Temer anunciou a criação de um programa de subvenção ao diesel, que prevê a redução de R$ 0,30 no preço do combustível por um período de 60 dias. Essa medida foi tomada após a greve dos caminhoneiros, que paralisou o país em maio deste ano e evidenciou a importância do diesel na economia brasileira.
Outra iniciativa do governo para tentar amenizar os impactos dos aumentos no preço do gasóleo foi a redução da alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel. Essa medida, que já está em vigor, deve gerar uma economia de R$ 0,05 por litro do combustível. Além disso, o governo também estuda formas de reduzir os impostos sobre o diesel de forma permanente, o que poderia contribuir para a estabilidade dos preços no longo prazo.
Apesar dessas medidas, é importante lembrar que o preço do gasóleo é influenciado por fatores externos e, por isso, pode sofrer variações ao longo do tempo. No entanto, é possível adotar algumas medidas para reduzir o impacto desses aumentos no nosso dia a dia





