O autoaprovisionamento de cereais em Portugal é uma questão que tem preocupado o Governo nos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de autoaprovisionamento de cereais no país está atualmente nos 19%, o que significa que apenas uma pequena parte do consumo de cereais é produzida internamente. Com o objetivo de reduzir o défice agroalimentar e promover a sustentabilidade do setor agrícola, o Governo tem implementado medidas para aumentar o autoaprovisionamento de cereais em Portugal.
A nova Estratégia para o Aumento do Autoaprovisionamento de Cereais em Portugal foi apresentada recentemente pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. O principal objetivo desta estratégia é aumentar a produção nacional de cereais, reduzindo assim a dependência externa e contribuindo para a segurança alimentar do país.
Uma das medidas propostas pelo Governo é o incentivo à diversificação das culturas. Atualmente, o trigo e o milho são os principais cereais produzidos em Portugal, mas a estratégia visa promover o cultivo de outros cereais, como a cevada, o centeio e a aveia. Além disso, serão disponibilizados apoios financeiros para a aquisição de sementes e fertilizantes, bem como para a formação de agricultores na produção de novas culturas.
Outra medida importante é a promoção da agricultura de precisão. Com o uso de tecnologias avançadas, como o GPS e a telemetria, é possível otimizar o uso de recursos, como a água e os fertilizantes, e aumentar a produtividade das culturas. Esta abordagem também contribui para a redução dos custos de produção e para a sustentabilidade ambiental.
Além disso, o Governo está a investir na modernização das infraestruturas agrícolas, como a construção e reabilitação de sistemas de rega e a melhoria das vias de acesso às explorações agrícolas. Estas medidas visam facilitar o trabalho dos agricultores e melhorar as condições de produção, tornando o setor agrícola mais competitivo.
A Estratégia para o Aumento do Autoaprovisionamento de Cereais em Portugal também prevê a criação de parcerias entre produtores e indústria alimentar. Esta cooperação permitirá uma melhor gestão da oferta e da procura, garantindo que a produção nacional de cereais seja direcionada para os mercados mais rentáveis.
Além disso, o Governo está a promover a certificação de produtos agrícolas nacionais. Através de selos de qualidade e de origem, os consumidores poderão identificar os produtos nacionais e contribuir para o aumento do consumo de cereais produzidos em Portugal. Esta medida também beneficia os produtores, que terão uma maior valorização dos seus produtos e uma maior rentabilidade.
É importante ressaltar que o aumento do autoaprovisionamento de cereais em Portugal não só contribui para a redução do défice agroalimentar, mas também para a promoção da economia nacional. Com uma maior produção interna, o país reduz a sua dependência externa e aumenta a sua capacidade de exportação, gerando mais emprego e riqueza.
Além disso, a produção nacional de cereais é fundamental para a sustentabilidade do setor agrícola. Ao reduzir a importação de cereais, o país diminui a sua pegada ecológica e contribui para a preservação do meio ambiente. Além disso, com a diversificação das culturas, é possível promover a rotação de culturas e a conservação do solo, garantindo a sua fertilidade a longo prazo.
Em suma, a nova Estratégia para o Aumento do Autoaprovisionamento de Cereais em





