A entrada em operação do Metro do Mondego é um marco histórico para a região de Coimbra e para todo o país. Depois de três décadas de incertezas, alterações, suspensões e adiamentos, finalmente o projeto de mobilidade se torna realidade.
O Metro do Mondego foi idealizado em 1989, com o objetivo de melhorar a mobilidade e o transporte público na região de Coimbra. A ideia era criar uma linha de metro que ligasse a cidade de Coimbra a outros municípios vizinhos, como Miranda do Corvo, Lousã e Serpins. O projeto previa ainda a construção de uma linha de metro ligeiro entre Coimbra e Figueira da Foz, passando por Montemor-o-Velho.
No entanto, ao longo dos anos, o projeto sofreu diversas alterações e adiamentos. A primeira grande mudança aconteceu em 1996, quando o governo decidiu suspender a construção da linha entre Coimbra e Figueira da Foz, alegando falta de viabilidade económica. Esta decisão gerou muita polémica e descontentamento na região, que via no Metro do Mondego uma oportunidade de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.
Em 2001, o projeto foi retomado, mas com uma nova abordagem. Em vez de uma linha de metro ligeiro, foi proposta a construção de um sistema de metrobus, utilizando autocarros articulados em vias exclusivas. No entanto, esta solução também não avançou e o projeto foi novamente suspenso em 2005.
Foi apenas em 2009 que o Metro do Mondego voltou a ser discutido, desta vez com uma nova proposta: a construção de um metro ligeiro de superfície, semelhante ao que já existe em Lisboa e no Porto. O projeto previa a construção de uma linha entre Coimbra e Serpins, passando por Miranda do Corvo e Lousã, e a modernização da linha ferroviária entre Coimbra e Figueira da Foz.
No entanto, mais uma vez, o projeto foi adiado devido a dificuldades financeiras e a mudanças políticas. Foi apenas em 2018, com a entrada em funções do atual governo, que o Metro do Mondego finalmente começou a sair do papel. As obras de construção da linha entre Coimbra e Serpins foram retomadas e a modernização da linha ferroviária entre Coimbra e Figueira da Foz também foi incluída no projeto.
Após três décadas de incertezas e adiamentos, finalmente em 2021 o Metro do Mondego entrou em operação. A primeira fase do projeto, que liga Coimbra a Miranda do Corvo, foi inaugurada em abril e já está em pleno funcionamento. A segunda fase, que ligará Miranda do Corvo a Lousã, está prevista para ser concluída até o final deste ano. E a terceira fase, que ligará Lousã a Serpins, está prevista para ser concluída em 2023.
A entrada em operação do Metro do Mondego traz inúmeros benefícios para a região de Coimbra. Além de melhorar a mobilidade e o transporte público, o projeto também irá contribuir para o desenvolvimento económico e turístico da região. A construção do metro ligeiro também irá trazer benefícios ambientais, reduzindo a emissão de gases poluentes e promovendo a sustentabilidade.
Além disso, o Metro do Mondego também irá facilitar a vida de milhares de pessoas que vivem e trabalham na região. Com um sistema de transporte rápido, eficiente e confortável, os cidadãos poderão deslocar-se com mais facilidade e rapidez, evitando o trânsito e os congestionamentos nas




