A agência de classificação de risco Fitch rebaixou recentemente o rating da Colômbia devido à persistente deficiência fiscal e ao aumento da dívida pública. A decisão da agência, que reduziu a nota do país de BBB para BBB-, evidencia os desafios que o governo do país enfrentará na busca pela consolidação fiscal nos próximos anos.
De acordo com a Fitch, o principal fator por trás do rebaixamento foi a rigidez dos gastos do governo colombiano. A agência aponta que, apesar dos esforços para controlar as despesas públicas, o país ainda apresenta um déficit fiscal significativo e uma dívida pública elevada, que deve atingir cerca de 60% do PIB em 2026.
Além disso, a Fitch destaca que as incertezas políticas têm afetado as perspectivas econômicas da Colômbia. Com as próximas eleições presidenciais marcadas para 2026, a agência alerta que a instabilidade política pode comprometer os esforços de consolidação fiscal e a retomada do crescimento econômico.
O rebaixamento do rating da Colômbia serve como um alerta para o país e para os investidores. É preciso que o governo adote medidas eficazes para controlar os gastos públicos e impulsionar a economia, a fim de evitar novos rebaixamentos e manter a confiança dos mercados.
Diante deste cenário, quais os desafios que a Colômbia enfrentará na busca pela consolidação fiscal pós-eleições de 2026?
Rigidez nos gastos públicos
A rigidez nos gastos públicos é apontada pela Fitch como o principal desafio para a consolidação fiscal na Colômbia. De acordo com a agência, as despesas do governo têm se mantido elevadas, mesmo diante dos esforços para controlá-las.
Uma das causas dessa rigidez é a forte pressão exercida por categorias de gastos obrigatórios, como a folha de pagamento do funcionalismo público e os gastos com aposentadorias e pensões. Estes gastos representam mais de 70% do orçamento federal e têm gerado um impacto significativo nas contas públicas.
Diante deste cenário, é preciso que o governo adote medidas para controlar essas despesas e promover uma maior flexibilidade nos gastos públicos. Além disso, é fundamental que o país busque formas de aumentar a arrecadação, seja por meio de uma reforma tributária ou da promoção de um ambiente mais favorável aos negócios e ao investimento.
Incertezas políticas
As incertezas políticas são outro fator que pode comprometer o processo de consolidação fiscal na Colômbia. Com as próximas eleições presidenciais previstas para 2026, a instabilidade política pode prejudicar os esforços do governo em controlar as despesas e retomar o crescimento econômico.
Ainda mais em tempos de pandemia, é essencial que o país tenha um governo forte e estável, capaz de tomar as medidas necessárias para enfrentar os desafios econômicos e sociais. Por isso, é importante que os candidatos apresentem propostas claras e realistas para o país, e que o processo eleitoral seja conduzido de forma transparente e democrática.
Necessidade de reformas estruturais
Além das medidas emergenciais para controlar os gastos públicos, a Colômbia precisa urgentemente promover reformas estruturais para garantir a sustentabilidade de suas contas públicas no longo prazo.
Entre as reformas necessárias, podemos destacar a reforma do sistema previdenciário, que deve ser mais justo e equ





