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Medicamentos para obesidade custariam ao Estado entre 194,8 e 954,4 milhões em dois anos

em O mundo do dinheiro
Tempo de leitura: 2 mins read
Medicamentos para obesidade custariam ao Estado entre 194,8 e 954,4 milhões em dois anos

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) é uma das maiores conquistas do povo português, garantindo o acesso universal e gratuito aos cuidados de saúde. No entanto, como em qualquer sistema de saúde, os gastos com medicamentos são uma preocupação constante. Recentemente, foi divulgado que o valor mais alto representaria uma despesa de quase metade do total gasto pelo SNS em medicamentos entre janeiro e setembro deste ano, totalizando 2.381,4 milhões de euros. Mas o que isso significa para o sistema de saúde e para os cidadãos portugueses?

Primeiramente, é importante entender que os medicamentos são essenciais para a saúde e bem-estar da população. Eles são responsáveis por tratar doenças, aliviar sintomas e até mesmo salvar vidas. No entanto, o alto custo desses produtos pode ser um desafio para o SNS, que precisa equilibrar suas finanças para garantir a qualidade dos serviços oferecidos.

De acordo com os dados divulgados pelo Infarmed, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, o valor gasto pelo SNS em medicamentos nos primeiros nove meses deste ano foi de 2.381,4 milhões de euros. Esse montante representa um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o valor mais alto, que corresponde a quase metade desse total, foi gasto em apenas um medicamento.

Mas é importante ressaltar que esse aumento nos gastos com medicamentos não é um fenômeno exclusivo de Portugal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os gastos com medicamentos estão aumentando em todo o mundo, principalmente devido ao envelhecimento da população e ao surgimento de novas tecnologias e tratamentos. No entanto, é preciso encontrar um equilíbrio entre o acesso aos medicamentos e a sustentabilidade do sistema de saúde.

Uma das medidas adotadas pelo SNS para controlar os gastos com medicamentos é a utilização de genéricos. Esses medicamentos têm a mesma eficácia e segurança dos medicamentos de marca, mas são mais baratos, o que permite uma economia significativa para o sistema de saúde. Segundo dados do Infarmed, em 2019, os genéricos representaram 46% do total de medicamentos vendidos em Portugal, o que gerou uma economia de 1,2 mil milhões de euros.

Além disso, o SNS também tem adotado medidas para promover o uso racional de medicamentos, evitando desperdícios e garantindo que os medicamentos sejam prescritos apenas quando realmente necessários. Isso inclui a realização de campanhas de sensibilização para a população e a formação de profissionais de saúde.

Outra iniciativa importante é a negociação de preços com as empresas farmacêuticas. O SNS tem buscado acordos que permitam a aquisição de medicamentos a preços mais baixos, garantindo assim uma maior sustentabilidade financeira. Além disso, o Infarmed tem implementado medidas para acelerar a avaliação e aprovação de medicamentos inovadores, permitindo que eles cheguem mais rapidamente aos pacientes e, consequentemente, reduzindo os custos com tratamentos mais antigos e menos eficazes.

É importante ressaltar que o SNS tem conseguido manter um equilíbrio entre o acesso aos medicamentos e a sustentabilidade financeira. Apesar do aumento nos gastos, o sistema de saúde português continua oferecendo um serviço de qualidade e gratuito para todos os cidadãos. Além disso, é preciso lembrar que os medicamentos são um investimento na saúde e no bem-estar da população, e que o seu uso adequado pode prevenir doenças e reduzir os custos a longo prazo.

Portanto,

Tags: Prime Plus

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