A economia brasileira começou o ano de 2021 com um avanço acima das expectativas em relação à inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços-10). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice subiu 0,29% em janeiro, superando a previsão de 0,25%. Essa aceleração foi impulsionada, principalmente, pela pressão dos preços ao produtor e ao consumidor.
O IGP-10 é um indicador importante para a economia brasileira, pois mede a variação dos preços no período de um mês, abrangendo os setores de indústria, comércio e construção. Além disso, ele é considerado como um dos índices prévios para o cálculo do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que é utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel e tarifas públicas.
De acordo com a FGV, a alta de 0,29% no IGP-10 em janeiro é reflexo do aumento nos preços de matérias-primas agrícolas e industriais, além do encarecimento dos produtos importados, devido à desvalorização do real frente ao dólar. Além disso, a demanda aquecida por produtos no período de fim de ano também contribuiu para a elevação dos preços.
No subíndice IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que tem maior peso no cálculo do IGP-10, a variação foi de 0,41% em janeiro, após uma queda de 0,11% em dezembro. O destaque ficou para os produtos agropecuários, que tiveram alta de 0,38%, enquanto os produtos industriais subiram 0,44%.
Já no subíndice IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para as famílias de baixa renda, houve uma desaceleração em relação ao mês anterior, passando de 1,07% em dezembro para 0,56% em janeiro. Segundo a FGV, os principais responsáveis por essa desaceleração foram os grupos de alimentação e vestuário, que tiveram queda nos preços.
Por fim, o subíndice INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve uma leve alta de 0,02%, após uma deflação de 0,06% em dezembro. Isso se deve, principalmente, ao aumento nos preços de materiais e serviços no setor da construção civil.
Apesar desse avanço acima das expectativas, é importante ressaltar que a inflação ainda está dentro da meta estabelecida pelo governo, que é de 3,75% para 2021, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Portanto, não há motivos para preocupação com uma possível aceleração descontrolada dos preços.
Além disso, é importante destacar que esse aumento nos preços é uma consequência natural do aquecimento da economia, que está em processo de recuperação após a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Com o aumento da demanda, é natural que os preços também subam, mas isso não significa uma perda do poder de compra da população.
É preciso ter em mente que a inflação é um indicador importante para a economia, mas não é o único fator a ser considerado. A retomada do crescimento econômico, a queda do desemprego e a melhoria da renda também são fatores que precisam ser avaliados. E nesse sentido, os dados do IGP-10 mostram que a economia brasileira segue em um processo de recuperação gradual e consistente.
Portanto, o avanço acima da expectativa de




