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Jorge Pisco: Acordo UE-Mercosul favorece grandes empresas e pode penalizar pequenos produtores

em O mundo do dinheiro
Tempo de leitura: 3 mins read
Jorge Pisco: Acordo UE-Mercosul favorece grandes empresas e pode penalizar pequenos produtores

A Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CMPME) teme que os benefícios do acordo comercial não alcancem as empresas de menor porte e alerta para os riscos de abandono da produção, principalmente no setor agrícola. O acordo em questão é o recente tratado de livre comércio entre países da América do Sul e da União Europeia, que promete trazer grandes vantagens econômicas para ambos os lados. No entanto, a CMPME teme que as micro e pequenas empresas sejam deixadas de fora desse cenário positivo.

As micro, pequenas e médias empresas representam a grande maioria dos empreendimentos no Brasil, sendo responsáveis por uma parcela significativa do PIB e pela geração de empregos. Por isso, é fundamental que elas sejam incluídas nos benefícios do acordo comercial, a fim de fortalecer a economia e promover o crescimento do país.

No entanto, a CMPME teme que as medidas de proteção e incentivo às empresas nacionais não sejam suficientes para garantir a participação das micro e pequenas empresas no acordo. Além disso, há a preocupação de que os grandes conglomerados sejam os maiores beneficiados, deixando as empresas menores em desvantagem competitiva.

Um dos setores mais afetados pela falta de proteção às empresas nacionais é o agrícola. Com a abertura do mercado para a entrada de produtos europeus, os produtores brasileiros podem ser prejudicados pela concorrência desleal. Isso pode levar ao abandono da produção e, consequentemente, à perda de empregos e de renda no campo.

A CMPME também alerta para os riscos de um possível abandono da produção nacional em outros setores, como o industrial e o de serviços. Com a entrada de produtos estrangeiros, muitas empresas brasileiras podem não resistir à concorrência e fechar as portas. Isso pode gerar um efeito cascata, afetando toda a cadeia produtiva e prejudicando a economia do país.

Diante desse cenário, a CMPME faz um apelo aos governantes para que sejam tomadas medidas de proteção às micro e pequenas empresas. É preciso garantir que elas tenham acesso aos benefícios do acordo comercial, seja por meio de incentivos fiscais, linhas de crédito ou outras políticas públicas. Além disso, é fundamental que haja um acompanhamento e fiscalização rigorosos para evitar práticas desleais de concorrência.

É importante ressaltar que o acordo comercial entre países da América do Sul e da União Europeia pode trazer grandes oportunidades para o Brasil, como a abertura de novos mercados e o aumento das exportações. No entanto, é fundamental que esses benefícios sejam compartilhados de forma justa e igualitária entre todas as empresas, independentemente do seu porte.

A CMPME reforça a importância das micro e pequenas empresas para a economia brasileira e a necessidade de protegê-las e incentivá-las. São essas empresas que geram empregos, movimentam a economia e contribuem para o desenvolvimento do país. Portanto, é fundamental que elas sejam incluídas nos benefícios do acordo comercial e que medidas sejam tomadas para garantir a sua sobrevivência e crescimento.

Em um momento de incertezas e desafios econômicos, é fundamental que o governo esteja atento às demandas e necessidades das micro e pequenas empresas. É preciso criar um ambiente favorável para o seu desenvolvimento e garantir que elas tenham condições de competir de forma justa no mercado internacional.

Por fim, a CMPME reforça a importância da união e do diálogo entre os diferentes setores da economia para garantir que os benefícios do acordo comercial sejam compartilhados de forma justa e igualit

Tags: Prime Plus

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