Entidade afirma que, mesmo com isenção até R$ 5 mil, falta de correção integral eleva carga tributária
Nos últimos anos, a discussão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda tem ganhado cada vez mais destaque no cenário político e econômico do país. A cada ano, a população brasileira aguarda ansiosamente pelo reajuste da tabela, que determina os valores de isenção e faixas de tributação do Imposto de Renda. No entanto, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a defasagem da tabela do Imposto de Renda pode chegar a 157% em 2025.
A falta de correção integral da tabela do Imposto de Renda tem sido apontada como uma das principais causas da elevada carga tributária que os brasileiros enfrentam. A entidade afirma que, mesmo com a isenção de até R$ 5 mil, a defasagem da tabela acaba prejudicando principalmente a classe média, que é a mais afetada pelo imposto. Isso porque, com a falta de reajuste adequado, a inflação acaba corroendo o poder de compra dos salários, fazendo com que mais contribuintes se enquadrem nas faixas de tributação mais altas.
Atualmente, a tabela do Imposto de Renda é corrigida anualmente pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é um indicador que mede a variação de preços de produtos e serviços. No entanto, segundo o Sindifisco, essa correção não é suficiente para acompanhar a alta de preços dos produtos que mais impactam o orçamento das famílias brasileiras.
De acordo com o estudo realizado pelo sindicato, se a tabela fosse corrigida pela inflação acumulada desde 1996, quando foi instituído o Plano Real, até 2025, a isenção do Imposto de Renda chegaria a R$ 10.887,50. Ou seja, quase o dobro do valor atual de R$ 5 mil. Além disso, a faixa de isenção para quem ganha até R$ 20 mil seria ampliada para R$ 57.413,30, beneficiando ainda mais a classe média.
A defasagem da tabela do Imposto de Renda também é um reflexo da falta de transparência e de planejamento do governo. Enquanto a inflação aumenta, os salários e a tabela do Imposto de Renda ficam estagnados. Isso faz com que os contribuintes tenham que pagar mais impostos sem nem mesmo terem tido um aumento real em seus salários. Além disso, essa situação também gera uma injustiça fiscal, já que quem ganha menos acaba pagando proporcionalmente mais impostos do que os mais ricos.
Com a atual conjuntura econômica do país, é essencial que seja feita uma correção justa e adequada da tabela do Imposto de Renda. A elevada carga tributária já é um fator que dificulta a vida dos brasileiros e a falta de correção adequada da tabela só agrava essa situação. Além disso, o aumento da isenção e a ampliação das faixas de tributação para os contribuintes de classe média também trariam um alívio financeiro e uma maior justiça fiscal para a população.
É importante ressaltar que a correção da tabela do Imposto de Renda não deve ser vista como um privilégio, mas sim como uma medida justa e necessária para o equilíbrio da economia e para a melhoria da qualidade de vida da população. O aumento da isenção e a ampliação das faixas de tributação são medidas que beneficiam diretamente as famílias brasileiras, que precisam de um alívio em meio a uma





