O avanço da tecnologia tem sido uma das principais impulsionadoras do crescimento e desenvolvimento das empresas em todo o mundo. E um dos campos mais promissores dessa evolução é a Inteligência Artificial (IA), que tem revolucionado a forma como as empresas gerenciam seus processos e operações. No entanto, um estudo recente revela que as empresas portuguesas ainda não estão acompanhando essa tendência, alocando apenas 2% de seu orçamento para investimentos em IA, um valor bastante abaixo da média global de 15%.
Segundo o estudo, realizado pela multinacional de consultoria PwC, apenas 2% das empresas portuguesas destinam mais de um quinto de seu orçamento para investimentos em IA. Isso mostra um desfasamento crítico em relação às empresas globais, que investem em média 15% de seus recursos financeiros nessa tecnologia. Além disso, o estudo revela que a maioria das empresas em Portugal ainda está no estágio inicial de adoção de IA, com apenas 6% delas utilizando essa tecnologia em suas operações.
Esse cenário é preocupante, uma vez que a IA tem se mostrado uma ferramenta indispensável para empresas de todos os setores, permitindo uma gestão mais eficiente dos processos, maior produtividade e vantagem competitiva no mercado. A utilização de IA pode ser vista em diversas áreas, como marketing, atendimento ao cliente, logística, entre outras, e tem sido um diferencial para as empresas que a adotaram.
No entanto, apesar desse desfasamento, o estudo também mostra que há uma conscientização crescente sobre a importância da IA entre as empresas portuguesas. 54% delas afirmam ter planos de investir nessa tecnologia nos próximos três anos, o que indica um possível aumento no orçamento destinado a IA no futuro. Além disso, a maioria das empresas (71%) afirma que a introdução de IA em seus negócios é importante para se manterem competitivas e relevantes no mercado.
É importante ressaltar que a adoção de IA não está ligada apenas às grandes empresas. Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar dessa tecnologia, que pode ser aplicada de forma personalizada de acordo com as necessidades de cada negócio. Além disso, a IA também tem se mostrado acessível em termos de custos, não sendo mais vista como uma ferramenta restrita apenas às grandes corporações.
Para além de uma questão financeira, o estudo também aponta para um desafio cultural nas empresas portuguesas em relação à IA. Apenas 36% dos funcionários de empresas portuguesas entrevistados acreditam que a IA trará mudanças significativas para o seu trabalho, enquanto a média global é de 49%. Isso mostra que há uma necessidade de conscientização e capacitação dos funcionários em relação a essa tecnologia, para que possam usufruir de seus benefícios e melhorar sua eficiência em suas funções.
Diante desse cenário, é fundamental que as empresas portuguesas comecem a investir em IA de forma mais estratégica e consistente. A tecnologia está em constante evolução e é preciso acompanhar essa tendência para não ficar atrás da concorrência. Além disso, é importante que as empresas promovam uma cultura de inovação e atualização em seus funcionários, para que possam aproveitar ao máximo os recursos oferecidos pela IA.
O estudo também ressalta que Portugal tem um potencial promissor no campo da IA, com um ecossistema emergente de startups e empresas especializadas nessa tecnologia. O país tem condições favoráveis para se tornar um hub de IA na Europa, mas para isso é preciso maior investimento e apoio do governo e das empresas.
Em suma, o estudo revela um desfasamento crítico no investimento em IA entre as





