O poder da linguagem e da poética sempre foi uma ferramenta importante para a expressão e compreensão do mundo ao nosso redor. No entanto, para a autora do romance “Misericórdia” (2022), essa importância se torna ainda mais evidente em um mundo “decomposto, à beira do estado de alucinação”. Em sua obra, ela explora a relação entre linguagem, pensamento e vigilância sobre o poder das máquinas, destacando a falsidade que permeia nossa sociedade e a dificuldade de desmontá-la.
Publicado em 2022, “Misericórdia” é um romance distópico que se passa em um futuro próximo, em um mundo onde a tecnologia avançada e a inteligência artificial dominam a vida das pessoas. A autora, cujo nome é mantido em sigilo, nos apresenta uma sociedade em colapso, onde a desigualdade social, a corrupção e a falta de empatia são a realidade. Neste cenário, a linguagem e a poética se tornam ferramentas poderosas para a resistência e a busca por uma mudança.
A protagonista do livro é uma jovem poeta, que se vê em uma jornada de autoconhecimento e luta contra o sistema opressor em que vive. Através de sua poesia, ela encontra uma forma de expressar suas emoções e questionar a realidade ao seu redor. A linguagem se torna sua aliada na busca por uma verdade que é constantemente distorcida pelo governo e pelas máquinas que controlam a sociedade.
A autora nos mostra, através da personagem principal, como a linguagem e a poética são importantes para o pensamento crítico e a resistência. Em um mundo onde a informação é manipulada e a falsidade é disseminada, é necessário ter um olhar atento e questionador para desmontar as mentiras que nos são impostas. A poesia se torna uma forma de resistência e de despertar a consciência das pessoas, mostrando que a verdade pode ser encontrada nas entrelinhas.
Além disso, a autora também aborda a questão da vigilância e do poder das máquinas. Em “Misericórdia”, as máquinas possuem um papel fundamental no controle da sociedade, monitorando e manipulando as ações das pessoas. A protagonista, através de sua poesia, busca romper com esse controle e mostrar que a humanidade não pode ser reduzida a algoritmos e códigos. Ela nos alerta sobre os perigos de uma sociedade controlada pelas máquinas e nos faz refletir sobre a importância da liberdade e da privacidade.
A linguagem utilizada pela autora é poética e provocativa, nos fazendo refletir sobre os temas abordados em sua obra. Ela nos mostra que a poesia pode ser uma forma de resistência e de transformação, nos inspirando a questionar a realidade ao nosso redor e a lutar por um mundo mais justo e humano.
Em um mundo cada vez mais tecnológico e automatizado, “Misericórdia” nos faz refletir sobre o papel da linguagem e da poética na construção de uma sociedade mais humana e verdadeira. A autora nos alerta sobre os perigos da falta de vigilância sobre o poder das máquinas e nos mostra que a falsidade é uma ameaça difícil de ser desmontada. Seu livro é um chamado à ação, nos convidando a refletir sobre o mundo em que vivemos e a buscar formas de resistência e mudança.
Em resumo, “Misericórdia” é um livro que nos faz refletir sobre a importância da linguagem, da poética e do pensamento crítico em um mundo cada vez mais controlado e manipulado. A obra nos mostra que, mesmo em um cenário distópico, a poes





