A tecnologia tem sido um dos principais motores de crescimento económico nas últimas décadas. Desde a revolução da internet até à era da inteligência artificial, a inovação tecnológica tem transformado a forma como fazemos negócios e interagimos com o mundo. E agora, com a chegada da web3, estamos prestes a testemunhar mais um salto gigantesco no desenvolvimento económico.
A web3 é a próxima evolução da internet, que promete tornar a nossa experiência online mais descentralizada, segura e transparente. Ao contrário da web2, que é dominada por gigantes tecnológicos centralizados, a web3 é baseada em tecnologias de blockchain e criptomoedas, que permitem a criação de redes descentralizadas e autónomas. Esta mudança de paradigma terá um impacto profundo em todas as indústrias, desde finanças até à saúde, e é isso que estamos a perder ao adiar a sua adoção.
Infelizmente, o Governo tem colocado a estratégia web3 na gaveta, optando por um atraso que pode ser fatal para a economia do país. Enquanto outras nações, como os Estados Unidos e a China, estão a investir maciçamente na tecnologia blockchain e a preparar-se para liderar a revolução da web3, Portugal está a ficar para trás. E isso pode ter consequências graves para a nossa economia.
O impacto económico da web3 será sentido em todas as áreas. Em primeiro lugar, a descentralização trará mais segurança e transparência para as transações financeiras. Com a adoção de criptomoedas, não haverá mais intermediários a cobrar taxas elevadas e a controlar o fluxo de dinheiro. Isto irá reduzir os custos para os consumidores e aumentar a eficiência do sistema financeiro como um todo. Além disso, a tecnologia blockchain permitirá a criação de novos modelos de negócios, como contratos inteligentes, que automatizam processos e reduzem a necessidade de intervenção humana.
Além disso, a web3 também terá um impacto significativo na área da saúde. Com a descentralização de dados médicos, será mais fácil e seguro partilhar informações entre pacientes, médicos e instituições de saúde. Isto pode levar a diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, melhorando a qualidade de vida das pessoas e reduzindo os custos com saúde.
Outra indústria que será transformada pela web3 é a do entretenimento. Com a criação de plataformas descentralizadas, os artistas e criadores poderão ter mais controlo sobre os seus conteúdos e receber uma maior parte dos lucros. Além disso, a tecnologia blockchain permitirá a criação de novos modelos de monetização, como a tokenização de direitos de propriedade intelectual. Isto pode ser especialmente benéfico para a indústria da música, que tem sido afetada por problemas de pirataria e distribuição desigual de rendimentos.
E estas são apenas algumas das áreas que serão impactadas pela web3. A verdade é que esta tecnologia tem o potencial de revolucionar todas as indústrias, desde a agricultura até ao turismo. E aqueles que estiverem na vanguarda desta revolução terão uma vantagem competitiva enorme.
Ao adiar a adoção da web3, o Governo está a colocar em risco a economia do país. Ao ignorar esta tendência global, Portugal está a perder a oportunidade de se tornar um líder na economia digital e de atrair investimentos estrangeiros. E isso pode levar a um aumento do desemprego e da fuga de cérebros, à medida que os talentos procuram oportunidades noutros países.
Além disso, ao atrasar a adoção da web3, o Governo está





